- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 29 , OUTUBRO 2026
A influenciadora digital Aryadna Cristina, presa durante a Operação Rede Oculta, divulgou links de plataformas de apostas ilegais nas redes sociais poucas horas antes de ser detida, nesta quinta-feira (29). A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), também resultou na prisão do marido dela, Linconl Ivess Arruda da Silva, além de Jonas Vieira da Silva e Williane Kelly de Almeida Vieira.
Moradora do bairro Tijucal, em Cuiabá, Aryadna divulgava os links em um perfil com pouco mais de 7 mil seguidores. Sua conta anterior, que reunia cerca de 58 mil seguidores, foi desativada.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro obtido por meio de golpes. Uma das investigadas seria responsável por coordenar um subnúcleo do esquema e recrutar pessoas para ceder contas bancárias. Outra mulher presa em Cuiabá se apresentava como influenciadora digital e ostentava um padrão de vida que, conforme a polícia, seria incompatível com a renda declarada.
A apuração também aponta que um homem de 41 anos, recentemente colocado em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, que também foi presa nesta fase da operação. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa.
Durante a ação, o investigado também foi flagrado com uma pequena quantidade de entorpecentes, o que resultou na lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de drogas para consumo pessoal.
A divulgação de plataformas de apostas, como o jogo do Tigrinho, também está no centro do debate sobre a regulamentação do setor. O texto original cita uma medida provisória e um projeto de lei que prevê pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para quem divulgar casas de apostas e captar apostadores.
A primeira fase da Operação Rede Oculta ocorreu em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e celulares, incluindo um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações começaram em 2023, após denúncias anônimas.