sexta-feira, 30 - outubro 2026 - 15:21



ALVO DE OPERAÇÃO

Vídeo mostra fiscal de prefeitura sendo preso em aeroporto de MT após viagem ao Caribe


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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Um vídeo registrado no Aeroporto de Sinop (500 km de Cuiabá) mostra o momento em que o fiscal de obras da Prefeitura, Eliseu Rodrigues de Carvalho, é preso por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nesta quinta-feira (29). O servidor foi abordado logo após desembarcar de uma viagem internacional à República Dominicana, no Caribe.

Eliseu é o sexto preso na segunda fase da Operação Mãos à Obra, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos, engenheiros e empresários para favorecer a aprovação de obras e empreendimentos imobiliários em Sinop (500 km de Cuiabá).

A operação foi deflagrada na quarta-feira (28), quando cinco pessoas foram presas. São elas: Fernando Dante Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia, Valdinei Monteiro da Silva, Agnaldo Rael da Silva e Débora Alvarenga Nakanishi da Silva. Os três primeiros são servidores municipais, enquanto Agnaldo é engenheiro civil e Débora é empresária e sócia da Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Além dos seis presos, outros investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão. Entre os nomes divulgados estão Antônio Benedito Rodrigues, Bruna Maia de Freitas, Grazielly Stolarski, Samuel de Sousa Vieira, Charles Correia da Costa, Danielle da Silva Otaviano Garcia, Felipe Gabriel Russo, Júlio Henrique Verdu Garcia Júnior, Laércio Ronei Schorr e Roni de Souza. A empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda. também aparece entre os alvos.

A Justiça determinou ainda o afastamento de seis servidores públicos dos cargos e autorizou o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens e valores relacionados a investigados e uma empresa. Também foram estabelecidas medidas de sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões para cada um dos demais alvos.

Como funcionava o esquema

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação apura suspeitas de cobrança e pagamento de propina para facilitar a tramitação de processos administrativos, influenciar pareceres técnicos, aprovar e regularizar projetos imobiliários e obter licenças e certificados.

O suposto esquema teria funcionado entre 2017 e 2026, envolvendo agentes públicos ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop e empresários do setor imobiliário.

As apurações também buscam esclarecer possíveis interferências em fiscalizações e procedimentos municipais. Até o momento, não foram detalhadas as condutas individuais de todos os investigados.

Veja vídeo:


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