- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 10 , MARÇO 2026
O empresário Idirley Alves Pacheco, preso nesta segunda-feira (14) pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, de 46 anos, afirmou à Polícia Civil que vinha sendo vítima de extorsão por parte da vítima. A alegação foi feita informalmente durante diligências, após ele se apresentar na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, quatro dias após o crime.
O empresário deixou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na avenida Miguel Sutil, por volta das 13h30 e permaneceu em silêncio
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, o suspeito já apresentou uma versão preliminar do caso. “Ele estava dizendo aos policiais, durante a busca pela arma, que a vítima estaria extorquindo ele. Mas vamos questionar formalmente no interrogatório: que tipo de extorsão seria essa, valores, motivações e se há mais pessoas envolvidas”, explicou.
Idirley também negou que o assassinato tenha sido motivado por ciúmes ou qualquer envolvimento passional com a vítima ou terceiros. “Ele refuta a questão passional. Ele fala que não tinha ciúmes”, disse o delegado. A Polícia Civil, no entanto, trata a nova versão com cautela e afirma que todas as circunstâncias e testemunhas ainda serão investigadas. “É a versão dele. Não quer dizer que a Polícia Civil vai acreditar nela”, pontuou Albuquerque.
Segundo as investigações, Idirley atraiu Everton para uma emboscada, pedindo que ele o ajudasse levando sua caminhonete Amarok a um local combinado. Durante o trajeto, o empresário, que também estava no veículo, passou para o banco de trás e anunciou um falso sequestro. Na sequência, efetuou ao menos cinco disparos contra o ex-atleta, que perdeu o controle da direção, bateu em outro carro e morreu no local.
O crime ocorreu na avenida Dr. Hélio Ribeiro, próximo ao posto Bom Clima, no bairro Residencial Paiaguás. Inicialmente, a motivação apontada era de que o assassinato teria sido provocado por ciúmes, já que Everton estaria mantendo um relacionamento com a ex-companheira do suspeito — que já havia solicitado medidas protetivas contra ele. Os três pertenciam ao mesmo círculo de amizades e a vítima estaria tentando intermediar a situação entre o casal.
Idirley permanece à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. A investigação segue em andamento.