quinta-feira, 15 - janeiro 2026 - 17:22

Ação mira ambulantes; Abilio diz que eles descumpriram acordo


Vendedores ambulantes durante ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública
Vendedores ambulantes durante ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública

Uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública resultou, nesta quinta-feira (15), na apreensão de mercadorias de três vendedores ambulantes que atuavam de forma irregular nas calçadas da Rua 13 de Junho, no Centro de Cuiabá. A operação contou com o apoio da Polícia Militar e teve como objetivo desobstruir vias públicas ocupadas indevidamente.

A Rua 13 de Junho é conhecida pelo intenso fluxo de pedestres e consumidores. Segundo a prefeitura, os ambulantes descumpriram acordos firmados anteriormente e voltaram a ocupar calçadas, dificultando a circulação de pessoas. Vídeos registrados por veículos de comunicação que acompanharam a ação mostram grande movimentação dos comerciantes, que tentavam evitar a apreensão dos produtos.

Em comentários publicados nas redes sociais, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a medida foi necessária diante do descumprimento dos compromissos assumidos pelos ambulantes. “Arrumamos espaço para eles, disponibilizamos tendas e flexibilizamos locais. Porém, descumpriram todas as medidas, invadiram as calçadas e desrespeitaram os acordos que eles mesmos fizeram”, declarou.

A prefeitura informou que, ainda em 2025, foi disponibilizado um espaço específico para a comercialização de produtos na Travessa Desembargador Lobo, próxima à Praça Ipiranga. Apesar disso, parte dos comerciantes voltou a ocupar irregularmente as vias do Centro.

Entre sábado (10) e quarta-feira (14), equipes municipais realizaram ações de orientação, o que resultou na desocupação voluntária das calçadas por cerca de 30 ambulantes. No entanto, um grupo permaneceu nos locais proibidos, o que motivou a apreensão das mercadorias nesta quinta-feira.

Durante a operação, foram recolhidos produtos de um vendedor de pequi, de um comerciante de óculos e de um expositor de artesanato. As mercadorias permanecem sob custódia da Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Em entrevista à Gazeta Digital, um comerciante que afirma estar regularizado e atuar no espaço indicado pela prefeitura relatou prejuízos causados pela ocupação irregular. “Eu tenho barraca aqui e fico prejudicado por causa dos camelôs que ficam na porta e não deixam ninguém passar. Se a lei é para todos, é para todos”, afirmou.

A prefeitura reforçou que as ações de fiscalização devem continuar, com o objetivo de garantir a organização do espaço urbano, o direito de circulação dos pedestres e a igualdade de condições entre os comerciantes.

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