- CUIABÁ
- DOMINGO, 11 , OUTUBRO 2026
O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, preso por suspeita de envolvimento no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, nega qualquer participação no caso. Segundo o advogado Ronaldo Meirelles, o investigado chegou a procurar a polícia voluntariamente e entregou materiais para auxiliar nas apurações antes de ser detido.
De acordo com a defesa, Elias soube que estava sendo procurado pelos investigadores e, por orientação do advogado, decidiu comparecer espontaneamente à unidade policial. Na ocasião, ele respondeu aos questionamentos e entregou o celular, fornecendo também a senha para que o aparelho fosse periciado.
O carro do serralheiro também foi apreendido e submetido a exames periciais. Conforme Meirelles, a polícia ainda buscou imagens de câmeras de segurança dos locais mencionados pelo investigado durante os esclarecimentos.
A defesa sustenta que Elias mantém a mesma versão desde que foi ouvido pelas autoridades e afirma não ter qualquer conhecimento sobre o paradeiro de Breno.
“A todo instante ele alega inocência. Ele não tem participação nenhuma, não tem conhecimento do desaparecimento”, disse o advogado.
Elias foi localizado em uma propriedade na região de Manso, onde trabalhava como serralheiro, e preso durante o cumprimento de uma ordem judicial. Segundo Meirelles, o cliente estava trabalhando quando os policiais chegaram ao local.
O advogado afirmou que ainda busca informações sobre os elementos reunidos pela investigação e que não conhece todos os fundamentos utilizados para determinar a prisão. Ele ressaltou, porém, que confia na apuração da Polícia Civil.
Para Meirelles, a existência de indícios não significa, necessariamente, que haverá uma condenação.
“Indícios não necessariamente, no final, se transformam numa condenação”, declarou.
O desaparecimento de Breno é investigado desde 26 de setembro, quando o professor saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, para encontrar uma pessoa. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele sobe na garupa de uma motocicleta.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio, mas o corpo do professor ainda não foi localizado e a morte não foi oficialmente confirmada.
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