quinta-feira, 29 - janeiro 2026 - 15:42



SURFANDO A ONDA

Ananias diz que partido de Pivetta está no 'colinho' do governo Lula e rechaça alianças com 'bolsonaristas fakes'


Allan Mesquita / Da Redação
Ananias Filho – TV Vila Real
Ananias Filho – TV Vila Real

O presidente do Partido Liberal (PL) de Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o Republicanos, partido do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, está no “colo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Vila Real, canal 10.1) nesta quinta-feira (29), o liberal criticou siglas de centro que, segundo ele, se apresentam como conservadores apenas em períodos eleitorais. Ele afirmou que o PL não vai fazer composição com legendas que “surfam no bolsonarismo” sem assumir uma postura clara de oposição ao atual governo.

“O veto é não fazer aliança com partido de esquerda e com aqueles que estão sentado no colo daquele que estão lá no poder central. Nós não vamos fazer aliança com esse tipo. A definição é clara e isso é parâmetro”, continuou.

As criticas já desenham o clima para as eleições de 2026. Isso porque, em Mato Grosso, o Republicanos tem o vice-governador como principal adversário do PL na disputa pelo governo estadual. Nesse contexto, Ananias sustenta que a legenda não pode ser tratada como oposição ao Planalto.

Segundo Ananias, a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, no governo Lula evidencia a proximidade do partido com a gestão petista. “O Republicanos está no colinho do poder central. O Republicanos está no colo do governo Lula. Veja o ministro do Porto e Aeroportos. Muito da direita estão nesses partidos de centro, sendo satélite de algum partido”, pontuou.

No Estado, o PL já definiu suas principais apostas eleitorais. O senador Wellington Fagundes (PL) é o pré-candidato ao governo do Estado, enquanto o deputado federal José Medeiros (PL) deve disputar uma vaga ao Senado Federal.

A sigla chegou a ensaiar uma composição com o governador Mauro Mendes (União Brasil) para a eleição ao Senado, mas as conversas não avançaram, ao menos até o momento, especialmente diante do fato do chefe do Executivo estadual apoiar o projeto de Pivetta.

Diante das movimentações, Ananias pontuou que a sigla bolsonarista não possui representantes no primeiro escalão do governo federal justamente por se manter contrário à gestão petista. “Vê se tem algum ministro filiado ao PL, nenhum. Porque nós não aceitamos”, afirmou, ao reforçar que o partido seguirá em oposição ao Planalto.

Sem temor

Ao relembrar as eleições de 2022, Ananias citou a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo com o controle da máquina pública, e disse que o resultado não desmobilizou a sigla. Segundo ele, o partido mantém confiança para enfrentar novamente o presidente Lula, inclusive com a máquina estatal em funcionamento. “Nós já perdemos com a máquina na mão, mas vamos ganhar com a máquina na mão”, afirmou.

Por fim, Ananias reforçou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e afirmou que o PL adotará a mesma postura de enfrentamento nas disputas ao Senado e aos governos estaduais. “Vamos dar uma lavada porque o povo vai saber a direita que está querendo voltar ao poder”, concluiu.


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