- CUIABÁ
- SÁBADO, 14 , FEVEREIRO 2026
A cesta básica em Cuiabá voltou a registrar variação positiva após duas semanas consecutivas de queda. Na segunda semana de fevereiro, o conjunto de alimentos apresentou alta de 1,57%, alcançando o custo médio de R$ 798,33.
De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o valor atual ficou 0,05% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que a manutenção do preço próximo à faixa dos R$ 800 mantém o orçamento das famílias sob pressão. “A proximidade do valor atual da cesta com os R$ 800 reforça que o orçamento das famílias continua pressionado, especialmente no início do ano, período marcado por despesas fixas mais elevadas”, afirmou.
Segundo o Boletim Semanal da Cesta Básica, embora alguns produtos tenham apresentado estabilidade ou até queda, itens com maior peso na composição registraram fortes variações, suficientes para elevar o custo médio total.
A batata foi um dos principais responsáveis pela alta. Pelo segundo levantamento consecutivo, o produto subiu 9,41%, atingindo média de R$ 4,52 o quilo. O aumento é atribuído ao período chuvoso, que tem afetado regiões produtoras. A necessidade de buscar lavouras alternativas, com melhor qualidade do tubérculo, também contribuiu para a elevação dos preços.
O tomate também sofreu impacto das chuvas e registrou alta de 6,34% na semana, chegando ao valor médio de R$ 7,60 o quilo. O excesso de precipitação tem provocado atrasos na colheita e danos aos frutos, como manchas e avarias, reduzindo a oferta e pressionando os preços.
Outro item em elevação foi a carne bovina, que apresentou preço médio de R$ 44,17 o quilo, com aumento de 2,05% em relação à semana anterior. A menor disponibilidade de animais para abate, aliada ao crescimento das exportações, pode ter influenciado o avanço.
Para Wenceslau Júnior, o cenário evidencia o impacto de fatores climáticos e estruturais sobre os preços. “O avanço reflete como choques de oferta, tanto climáticos quanto estruturais, geram pressão adicional sobre o custo da cesta básica”, explicou.