- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


ALLAN MESQUITA
Reportagem
“Arrancou a minha alma”. É assim que Maria Milena Santos de Souza, de 48 anos, define a dor de perder a filha, a assessora comercial Laila Carolina Souza da Conceição, de 29 anos, assassinada a facadas assassinada a facadas no último domingo (11), em Nova Maringá (392 km de Cuiabá). O cunhado da vítima Gutemberg Lima Santos, de 29 anos, é o principal suspeito e teve a prisão mantida pela Justiça nessa segunda-feira (13).
Em um apelo emocionado, Maria Milena relata que a violência não tirou apenas a vida da filha, mas desestruturou toda a família. “Esse homem arrancou a minha alma, arrancou a minha vida e arrancou a mãezinha dos meus netos”, desabafa.
Conforme noticiou o FatoAgora, a mãe da vítima afirmou que o suspeito era obcecado pela filha e que nunca existiu qualquer relacionamento amoroso entre eles. Segundo ela, Laila foi após ser alvo de obsessão e ciúmes, já que a assessora sempre teria rechaçado contato íntimo entre os dois.
Ao falar da filha, a mãe faz questão de ressaltar que Laila era esforçada, vivia pelos filhos e construiu tudo o que tinha com esforço próprio. Segundo ela, a vítima sustentava sozinha as 3 crianças, um menino de 12 anos e duas meninas gêmeas de 7, fruto de relacionamentos anteriores.
“Minha filha era trabalhadora, gente. Não mexia com nada errado. Ela sustentava sozinha os três filhos. Tudo o que ela conquistou foi com o suor dela. Ela lutava só para os filhos, trabalhava só para os filhos”, relembra a mãe.
Sonho de voltar para casa
Natural de Santa Bárbara do Pará, na região metropolitana de Belém, Laila morava havia cerca de 4 anos em Mato Grosso. Segundo a mãe, ela já manifestava o desejo de retornar ao Pará, onde pretendia recomeçar a vida perto da família. “Ela dizia que se sentia muito só. Eu falava: filha, vem embora”, contou Maria Milena.
O plano, no entanto, foi interrompido de forma brutal. As três crianças presenciaram o crime. “Eles presenciaram tudo. Estão traumatizados, principalmente o mais velho”, relata a avó, que agora luta para conseguir a guarda definitiva dos netos.
Vaquinha
A família agora tenta arrecadar recursos para trasladar o corpo de Laila até Santa Bárbara do Pará, na região metropolitana de Belém, onde ela nasceu e onde vive a mãe. O custo do translado gira em torno de R$ 28 mil, envolvendo transporte aéreo e terrestre, com saída de Diamantino, onde o corpo se encontra.
Além disso, a vaquinha também busca viabilizar a transferência dos três filhos da vítima para o Pará, onde ficarão sob os cuidados da avó materna. Atualmente, as crianças estão em uma casa de passagem em Mato Grosso.
As doações podem ser feitas via Pix, utilizando o CPF 602.719.492-87, em nome de Maria Milena Santos de Souza. A família pede que os doadores confiram o nome antes de concluir a transferência.
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