domingo, 15 - março 2026 - 13:26



VAGA NO SENADO

Barranco: “Sem segundo nome, voto em Lula pode ir à direita”


O deputado estadual Valdir Barranco, que defendeu que a indicação do segundo nome seja decisão coletiva
O deputado estadual Valdir Barranco, que defendeu que a indicação do segundo nome seja decisão coletiva

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou aos aliados em Mato Grosso o lançamento de uma chapa completa para o Senado nas eleições de 2026. A estratégia visa evitar a dispersão de votos: sem um segundo nome alinhado à esquerda, o governo teme que o eleitor de Lula acabe destinando a segunda vaga a candidatos da extrema direita.

De acordo com Barranco, a diretriz presidencial se estende a estados estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em Mato Grosso, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) já sinalizou apoio à reeleição do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), mas a indefinição sobre o segundo nome da chapa persiste.

“Se não tivermos o segundo nome, a chance desse eleitor do presidente Lula votar na extrema direita é grande, o que prejudicaria a sustentabilidade do governo no Senado posteriormente”, explicou o parlamentar.

Articulação da Federação e PSD

Embora a expectativa seja de que a segunda vaga seja ocupada por um quadro do PT, Barranco enfatizou que a escolha será fruto de um consenso entre a Federação e o PSD. O deputado reforçou seu perfil institucional, afirmando que a decisão deve ser coletiva para fortalecer o arco de alianças no estado.

“Sou disciplinado. Essa é uma decisão que envolve não apenas o PT, mas toda a Federação e nossos aliados. O que for definido como melhor para o projeto, nós acataremos”, pontuou.

Relação com Carlos Fávaro

Questionado sobre possíveis tensões no grupo — após relatos de que lideranças estariam insatisfeitas com o ministro Carlos Fávaro por ele supostamente priorizar a própria campanha em detrimento da chapa proporcional —, Barranco minimizou os atritos.

O deputado negou que haja crise e defendeu que cada sigla possui autonomia e responsabilidades distintas na organização partidária. “O ministro preside o PSD em Mato Grosso e deve se ocupar da montagem da chapa dele. Nós, da Federação, temos a incumbência de organizar nossas próprias chapas proporcionais e majoritárias”, concluiu, sinalizando uma divisão de tarefas estratégica para a sobrevivência do campo progressista no estado.

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