- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 17 , MARÇO 2026
O deputado estadual Eduardo Botelho tratou de colocar panos quentes no recente atrito com o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal’Bosco, ambos filiados ao União Brasil. Em declaração à imprensa, Botelho classificou o episódio como pontual e afastou qualquer crise partidária.
Segundo ele, o desentendimento teve caráter estritamente pessoal e já está superado. “A discussão foi no momento de nervosismo. Não tem nada a ver com partido. Isso já passou”, afirmou, minimizando as declarações de Dilmar, que chegou a cogitar deixar a sigla após a repercussão do caso.
A divergência entre os parlamentares veio à tona após Dilmar não incluir Botelho entre os membros titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Assembleia. A situação acabou sendo revertida dias depois, quando o presidente da Casa, Max Russi, publicou uma nova composição da comissão, garantindo a vaga ao colega.
No auge da polêmica, Dilmar mencionou a possibilidade de deixar o União Brasil e revelou ter recebido convites de outras legendas, como Podemos, Republicanos e PRD. Ele afirmou que ainda avaliaria o futuro político após conversar com lideranças da sigla, entre elas o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos.
Apesar do episódio, Botelho saiu em defesa da permanência do aliado no partido. Ele destacou a importância política de Dilmar dentro da legenda e ressaltou seu potencial eleitoral. “Ele é um puxador de votos. Claro que defendo que permaneça. Se tivermos uma chapa competitiva, não há motivo para saída”, declarou.
A sinalização de Botelho reforça a tentativa de pacificação interna no União Brasil em Mato Grosso, em meio às articulações políticas que já começam a ganhar força com vistas às próximas eleições.