segunda-feira, 16 - março 2026 - 11:06



DISCUSSÃO NO CONGRESSO

Buzetti diz que debate sobre fim da escala 6×1 é ‘apelo para ganhar voto’


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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A senadora Margareth Buzetti (PP) criticou a proposta de redução da jornada de trabalho e afirmou que o debate sobre o fim da escala 6×1 tem forte apelo eleitoral. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (16), durante reunião com representantes do setor produtivo na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), em Cuiabá.

Durante encontro com integrantes da bancada federal e entidades empresariais, a senadora afirmou que a discussão ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições, e avaliou que a pauta pode estar sendo utilizada com finalidade política.

“Eu acho que existe um apelo governamental para ganhar voto na eleição. Então, assim, eu acho tudo uma hipocrisia muito grande”, declarou.

Buzetti também criticou a forma como propostas relacionadas à redução da jornada têm avançado no Congresso Nacional. Segundo ela, algumas discussões têm sido colocadas em regime de urgência e sem um debate mais amplo com a sociedade e o setor produtivo.

“Entrou uma PEC na CCJ em regime de urgência, extra pauta, e foi aprovado de forma açodada, sem discussão nenhuma. Eu acho que está muito errado isso”, afirmou.

A senadora destacou ainda a preocupação de empresários com os possíveis impactos da medida, principalmente em setores que já enfrentam dificuldade para contratar trabalhadores. “Hoje nós temos um déficit muito grande de pessoas para trabalhar. A gente não consegue mão de obra e aí vai diminuir mais ainda”, disse.

Apesar das críticas à redução da jornada, Buzetti afirmou que não concorda com a diminuição de salários como forma de compensação. “Você não pode reduzir o salário do trabalhador. Não é certo. Mas quanto menos o governo atrapalhar o setor produtivo, melhor”, pontuou.

O debate ocorre em meio a discussões no Congresso sobre propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho. O governo federal, por meio do ministro Luiz Marinho, defende a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, enquanto outras propostas em tramitação preveem jornadas de até 36 horas semanais.


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