terça-feira, 6 - outubro 2026 - 18:28



DIREITOS TRABALHISTAS

‘Chicote no trabalhador’, diz Lúdio após fala de Mauro contra o fim da escala 6×1


Allan Mesquita/ Da Redação
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O deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT) reagiu nesta terça-feira (6) às declarações do senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) contra o fim da escala de trabalho 6×1. Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista afirmou que o posicionamento do ex-governador revela o que, segundo ele, representa a defesa de aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

“O peixe morre pela boca. A turma do Flávio Bolsonaro em Mato Grosso já está colocando as garras de fora. Mal as urnas se fecharam, o ex-governador e senador eleito Mauro Mendes tem a cara de pau de dar uma entrevista dizendo que é contra o fim da escala 6 por 1”, afirmou.

Mauro se posicionou contra o fim da escala 6×1 na segunda-feira (5), um dia após ser eleito senador. Ao abordar o tema, defendeu maior flexibilidade nas relações entre empregados e empregadores e citou os Estados Unidos como referência, mencionando brasileiros que trabalham até 16 horas por dia no país.

Lúdio afirmou que Mauro não apresentou essa posição durante a campanha eleitoral e também associou o debate ao segundo turno da disputa presidencial.

“Na campanha, ele não teve coragem de dizer isso. Flávio Bolsonaro não teve coragem de dizer isso, mas eles são contra os trabalhadores e trabalhadoras”, declarou.

O petista também criticou a comparação com os Estados Unidos e questionou se esse seria o modelo defendido para o Brasil.

“O Mauro Mendes teve a cara de pau de usar os Estados Unidos como referência, dizendo que lá o trabalhador brasileiro trabalha 16 horas por dia, nos piores trabalhos, sem qualquer tipo de direito e ainda correndo o risco de ser preso e deportado nos Estados Unidos. É isso que eles querem para o Brasil?”, questionou.

Na entrevista de segunda-feira, Mauro defendeu uma relação menos rígida entre empregados e empregadores e afirmou que o Estado não precisa estabelecer regras rígidas para proteger os trabalhadores. Segundo ele, deve existir uma relação justa entre trabalho e capital.

Lúdio interpretou a posição como uma defesa da redução de direitos trabalhistas e citou benefícios previstos no Brasil, como 13º salário e férias remuneradas.

“Além de serem contra dois dias de descanso por semana do trabalhador brasileiro, eles querem acabar com a CLT. Sabia que lá nos Estados Unidos não existe CLT? Lá não existe 13º salário, lá não existem férias remuneradas? É isso que essa turma do Bolsonaro quer para o nosso país”, declarou.

O deputado também criticou a defesa de maior liberdade para negociações entre patrões e empregados.

“Eles defendem a tal da livre negociação entre o chicote do patrão e o lombo do trabalhador”, afirmou.

Ao final do vídeo, Lúdio levou a discussão para o segundo turno da eleição presidencial e declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Portanto, nós temos que ter muita consciência na hora de votar agora no segundo turno. Não se trata de ser esquerda contra direita, trata-se de dizer quem vai defender de verdade o trabalhador e a trabalhadora brasileira”, declarou.

Lúdio foi reeleito deputado estadual no domingo (4), com 86.107 votos.

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