- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
Mais dois suspeitos foram presos nesta quinta-feira (29) pela morte do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, assassinado em novembro de 2025, em Várzea Grande. Os detidos foram identificados como Wanderson Costa Lazarini e Lucas Lima. As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que continuam as investigações.
Com as novas prisões, sobe para 5 o número de suspeitos detidos temporariamente pelo crime. Segundo o delegado Caio Albuquerque, o avanço das investigações após a prorrogação das prisões iniciais permitiu a identificação de novas autorias. Ele afirmou que os indícios são consistentes e que a polícia ainda apura a participação individual de cada envolvido.
“Os indícios são bem contundentes, tanto que foi decretada a prisão temporária. As investigações seguem nos próximos dias para verificar a participação exata de cada um e se há outros envolvidos”, explicou.
De acordo com a DHPP, todos os presos tiveram participação direta ou indireta no espancamento que resultou na morte do policial penal. Parte dos suspeitos agrediu a vítima com socos, chutes e capacetadas, enquanto outros teriam anuído com a violência. A polícia não descarta a identificação de novos envolvidos e apura possível ligação de alguns suspeitos com organização criminosa.
As investigações indicam que o crime ocorreu de forma instantânea, sem sinais de premeditação. Conforme a polícia, a vítima teria sido interpelada por estar armada, o que provocou uma discussão que evoluiu para o homicídio, sem indícios de que o crime tenha sido motivado pela função exercida pela vítima.
José Arlindo da Cunha foi morto após sair de uma festa no bairro São Mateus. Ele foi chamado no portão da residência onde estava, baleado e espancado, morrendo no local. A DHPP segue com as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime.