- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , JANEIRO 2026


A proposta de fechamento da Rua 13 de Junho para veículos aos sábados não foi bem recebida pelos lojistas do centro de Cuiabá. Uma sondagem realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) nos dias 15 e 16 de setembro revelou preocupações dos empresários com a medida.
O levantamento foi realizado após o anúncio da Prefeitura Municipal de que, a partir do próximo sábado (20), a Rua 13 de Junho será fechada para veículos no trecho entre as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, com o objetivo de liberar o espaço para barracas de comerciantes, camelôs e vendedores ambulantes.
Das 36 entrevistas feitas com lojistas da Rua 13 de Junho e dos calçadões do centro, 52,8% se declararam contrários ao fechamento da rua aos sábados. Além disso, 75% dos empresários manifestaram oposição à presença dos vendedores ambulantes no local.
Entre as principais preocupações dos comerciantes estão a concorrência desleal, dificuldades no estacionamento, riscos à segurança de pessoas e produtos, além da queda nas vendas. “Há adesão a todas as iniciativas que estimulem o comércio no centro, mas o que preocupa é o incentivo ao comércio informal, que prejudica não apenas os empresários, mas também os cerca de 2 mil trabalhadores formais que atuam diariamente na região”, afirmou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.
Macagnam destacou que a presença dos camelôs no centro é histórica e demanda atenção do poder público. “Entendemos que a prefeitura precisa encontrar uma solução para os vendedores ambulantes, mas essa solução não pode prejudicar outro grupo social importante, que gera empregos formais, recolhe impostos e movimenta a economia da cidade”, argumentou.
A CDL Cuiabá tem colaborado com a prefeitura, secretarias municipais e o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) na busca por alternativas para os camelôs. A entidade foi a primeira a contribuir financeiramente para a compra do terreno onde foi construído o antigo Shopping Popular e, recentemente, uniu lojistas e ambulantes em audiências públicas para discutir ações conjuntas.
“É fundamental proteger direitos como a mobilidade nas calçadas, o exercício legal da atividade comercial e o recolhimento de impostos. Estão em jogo milhares de empregos formais”, reforçou Macagnam.
Em um ofício enviado à prefeitura, a CDL Cuiabá sugeriu algumas medidas, como a cobertura da Travessa Desembargador Lôbo, ao lado do Ganha Tempo, na lateral da Praça Ipiranga, além do retorno do estacionamento rotativo aos sábados, como forma de incentivar um maior fluxo de clientes no comércio local.