sexta-feira, 10 - abril 2026 - 18:38



INVESTIGAÇÃO

CPI da CS Mobi ouve procurador, controlador e ex-diretor da Semob


Da Redação / FatoAgora
Vereador Tenente Coronel Dias
Vereador Tenente Coronel Dias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato de 30 anos firmado pelo ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, junto à CS Mobi, já iniciou a fase de oitivas e ouviu, nesta sexta-feira (10), autoridades consideradas estratégicas para o andamento das investigações. A reunião ocorreu às 15h, na Câmara Municipal.

Instalada para apurar possíveis irregularidades no contrato de Concessão Administrativa nº 558/2022, a CPI agora concentra esforços na coleta de depoimentos.

Foram ouvidos o procurador-geral do município, Luis Antônio Araújo Junior; o controlador-geral Wesley Bucco; e o ex-diretor da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), Michel Diniz.

De acordo com o presidente da comissão, antes do início das oitivas, os membros se dedicaram à análise minuciosa dos documentos encaminhados, etapa considerada essencial para conduzir os questionamentos de forma objetiva. “Precisávamos entender profundamente o material recebido para, então, ouvir as pessoas-chave e obter respostas claras sobre esse contrato”, destacou.

Entre os principais pontos sob investigação estão suspeitas de direcionamento no processo licitatório, possível conflito de interesses e a legalidade da contraprestação mensal de aproximadamente R$ 1,1 milhão pelo período de 30 anos.

Outro foco da apuração envolve a atuação do consórcio vencedor, o Consórcio CS Mobi Cuiabá, que inclui a Promulti Engenharia. Há indícios de que a empresa participou da fase inicial do projeto, ainda em 2019, por meio de um Estudo de Manifestação de Interesse (PMI).

Além disso, os vereadores também avaliam aspectos como a concessão do estacionamento rotativo e a expansão do serviço em diferentes regiões da capital.

Compõem a CPI, além do presidente, os vereadores Dilemário Alencar (vice-presidente), Ilde Taques (membro) e os suplentes Demilson Nogueira, Eduardo Magalhães e Sargento Joelson.

Com o avanço na fase de depoimentos, a expectativa é que a comissão consiga esclarecer os principais pontos do contrato e dar respostas à população cuiabana.


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