quinta-feira, 12 - fevereiro 2026 - 09:47



'DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?'

Vídeo - Daniel chama Abilio de 'cabeça oca' e lembra que prefeito votou para soltar assassino no Congresso


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) chamou o prefetio Abilio Brunini (PL) DE “cabeça oca” após o ironizar o voto do parlamentar contra a abertura de uma Comissão Processante para investigar o vereador Chico 2000 (sem partido), alvo da Operação Gorjeta, da Polícia Civil, que apura suposto desvio de emendas envolvendo a Câmara Municipal e a Secretaria de Esportes.

Nesta quarta-feira (11), o prefeito comparou a justificativa do parlamentar ao personagem Rolando Lero, da “Escolinha do Professor Raimundo”, conhecido pelo estilo prolixo e cheio de rodeios. Em resposta, Daniel afirmou que o prefeito distorceu sua fala e acusou Abilio de incoerência ao criticar um voto técnico enquanto, segundo ele, já adotou postura semelhante em Brasília.

“Quando ele vota contra prisão de assassino, é seguindo a Constituição e está certo. Quando os outros votam tecnicamente, com respaldo jurídico, para esperar a investigação que está em andamento, está errado. Vai entender essa cabeça oca”, afirmou o vereador.

Nesse contexto, Daniel recordou que, quando deputado federal, contrário à prisão do então parlamentar Chiquinho Brazão, preso sob acusação de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Na ocasião, Abilio alegou que sua posição estava amparada na Constituição.

“Como o senhor fez questão de novo de falar de mim hoje no Palácio, durante uma grande entrega que é da Santa Casa, dizendo que eu fui lá e fiz a defesa do Chico falando de terras indígenas, o conceito disso é analogia. Não sei se o senhor sabe o que é isso, mas foi o que eu fiz. Foi uma defesa técnica da não comunicação entre mandatos. Agora eu quero saber qual é a diferença da técnica jurídica para esse caso e do seu voto para manter solto um assassino no Congresso Nacional chamado Chiquinho Brazão. Porque naquele dia, quando você votou contra a prisão, você falou que era por causa da Constituição. Explica pra mim”, provocou.

Voto técnico 

Ocorre que a Câmara Municipal de Cuiabá engavetou, na terça-feira (10), os pedidos de abertura de comissões processantes contra o vereador Chico 2000 (PL), que está afastado do mandato por decisão judicial no âmbito da Operação Gorjeta. Mesmo com parecer favorável emitido pela Procuradoria da Casa, a proposta não obteve apoio suficiente dos parlamentares em plenário, que alegaram que o processo não poderia ser instaurado sob o risco de ser anulado no futuro.

Na justificativa apresentada em plenário, Daniel sustentou que a Câmara poderia incorrer em insegurança institucional caso tomasse decisão divergente do Judiciário. Ele citou como exemplo o debate sobre a demarcação de terras indígenas, tema em que há divergência entre Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso Nacional e União.

Chico já havia sido afastado anteriormente por 125 dias após ser alvo da Operação Perfídia, que investigou suposto esquema de propina de R$ 250 mil envolvendo o vereador Sargento Joelson (PSB) e a empresa HB20 Construções. Ele também foi citado na Operação Rescaldo, da Polícia Federal, que apurou possível compra de votos nas eleições de 2024.


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