- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
Por meio de nota oficial, a defesa do vereador Chico 2000 informou que ainda não teve acesso à decisão judicial completa que resultou no afastamento do parlamentar durante a Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil. A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.
O advogado Alaertt Rodrigues da Silva afirmou que a defesa tem prestado todas as informações solicitadas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Segundo ele, documentos e esclarecimentos foram entregues de forma espontânea, demonstrando colaboração com o processo investigativo.
A defesa também declarou respeitar as determinações do Poder Judiciário, mas destacou que qualquer medida deve observar os limites legais. Conforme o advogado, a equipe jurídica aguarda acesso à íntegra da decisão para realizar uma avaliação técnica e definir eventuais providências.
Quem são os alvos
Além do vereador Chico 2000 e do empresário João Nery Chiroli, a operação tem como alvos Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do parlamentar; Joacyr Conceição Silva, assessor do vereador Mário Nadaf; Alex Jony Silva; e Magali Gayba Felismirni Chiroli. Por decisão judicial, Chico 2000, Rubens e Joacyr foram afastados dos cargos que ocupavam.
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que o Legislativo municipal não é alvo da investigação e que a Casa apenas cumpre as determinações judiciais. Ela reforçou que a Câmara segue à disposição das autoridades e colaborando com as apurações.
Investigação e determinações judiciais
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a empresas específicas, com posterior retorno de parte dos recursos ao parlamentar envolvido. A Justiça também determinou o afastamento de servidores públicos e a aplicação de medidas cautelares a seis investigados.
Entre as restrições impostas estão a proibição de contato entre os envolvidos e com testemunhas, impedimento de acesso à Câmara Municipal e à Secretaria Municipal de Esportes, além da proibição de deixar a comarca e da entrega de passaportes.
Bloqueio de bens e auditorias
A decisão judicial determinou o bloqueio de R$ 676.042,32 em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de veículos, imóveis, embarcação e outros bens. Também foi ordenada a suspensão das atividades do instituto investigado e a realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município.
O Município de Cuiabá está proibido de contratar ou realizar pagamentos às empresas investigadas enquanto durarem as apurações.