- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 12 , JANEIRO 2026


O delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), classificou como “ritual de barbaridade”, a série de assassinatos contra 3 motoristas de aplicativo na baixada cuiabana, em 2024. A declaração foi dada após a prisão de Akcel Lopes Campos, de 22 anos, ocorrida sexta-feira (9), no município de Juara (665 km de Cuiabá), após mais de um ano de monitoramento policial.
Akcel era o último dos quatro envolvidos a ser localizado e capturado. Durante coletiva de imprensa, o delegado ressaltou que os crimes foram planejados em grupo e que houve uma decisão conjunta para executar os motoristas.
“Assim que eles foram presos, contaram que decidiram matar um motorista por dia. Eles decidiram fazer isso. A ideia foi em conjunto. Faltava esse último a ser preso”, afirmou Caio Albuquerque.
Segundo a investigação, a brutalidade marcou a atuação do suspeito. Em uma das execuções, a faca utilizada teria quebrado durante o ataque, e Akcel passou a usar o próprio canivete da vítima para concluir o homicídio.
“Em uma das execuções, segundo consta na investigação, a faca que ele portava quebrou, aí ele usou o próprio canivete da vítima para a ação letal”, relatou o delegado.
Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi o fato de Akcel ter filmado o assassinato, supostamente para enviar o vídeo a comparsas logo após o crime.
“Aí vocês veem a crueldade desse criminoso. Embora jovem, já é capaz de fazer todo esse ritual de barbaridade”, destacou.
De acordo com a DHPP, Akcel foi delatado pelos próprios comparsas, presos ainda em 2024. Ele foi encontrado dentro de um comércio em Juara, após a polícia confirmar sua identidade e avaliar o momento adequado para a abordagem.
“Para fazer uma prisão com êxito, a gente tem que ter certeza se é a pessoa e se há condições de efetuar a prisão naquela situação”, explicou o delegado.