- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 3 , ABRIL 2026
O deputado estadual Dr. João (MDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), anunciou nesta quarta-feira (1º) que buscará reunião urgente com o novo secretário estadual de Saúde, ainda a ser nomeado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para tratar da situação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após a exoneração de 56 servidores contratados.
A medida, anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde, não renovará contratos de enfermeiros, técnicos de enfermagem e motoristas, transferindo gradualmente o serviço para o Corpo de Bombeiros. A decisão gerou preocupação entre os trabalhadores e motivou pedido de intermediação junto ao Parlamento estadual.
Segundo Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), a demissão afeta diretamente equipes operacionais e pode comprometer o funcionamento do Samu. “Fomos surpreendidos com a demissão de 56 servidores, sendo 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem. Esses profissionais atendem diretamente a população, e isso pode levar ao fechamento de bases e prejudicar o atendimento”, alertou.
Dr. João classificou a situação como grave e defendeu diálogo imediato com o governo estadual. “É um absurdo fragilizar o Samu. Solicitamos uma reunião urgente para entender o que está acontecendo, porque isso pode reduzir a proteção à população. O Samu tem uma função técnica essencial que não pode ser comprometida”, disse.
O parlamentar ressaltou a importância do serviço no atendimento de urgência e emergência, citando casos recentes em que o Samu atuou na linha de frente. “Coincidentemente, eu não sei se vocês viram, a ex-primeira-dama Virgínia Mendes passou mal em Rondonópolis e quem estava lá para atender? O pessoal do Samu. Isso mostra a importância desse serviço”, exemplificou.
Dr. João defendeu um modelo de atuação integrada entre Samu e Corpo de Bombeiros, em vez de substituição de equipes. “O Samu é espetacular. Em Tangará da Serra, por exemplo, Samu e Bombeiros trabalham juntos, como irmãos, sempre visando o bem da população”, afirmou. O deputado também questionou a justificativa financeira para a medida: “Se o estado não tem dinheiro para o Samu, que é prioridade? Mato Grosso é um estado rico. Não dá para tratar um serviço essencial dessa forma”.
Atualmente, o Samu conta com mais de 180 profissionais distribuídos em bases estratégicas. Segundo o sindicato, a redução das equipes pode impactar diretamente cidades como Cuiabá e Várzea Grande, especialmente em períodos de maior demanda, como fins de semana e feriados.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa também planeja se reunir com o novo secretário para debater alternativas que garantam a continuidade e qualidade do atendimento prestado à população.