segunda-feira, 26 - janeiro 2026 - 09:55



Em manifestação, Fagundes fala em injustiça e pede união da direita


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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) marcou presença, neste domingo (25), na “Caminhada pela Liberdade”, realizada na Praça do Cruzeiro, em Brasília. O ato foi liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda após condenação por tentativa de golpe de Estado.

A mobilização foi o ponto final de uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros, iniciada em Paracatu, no interior de Minas Gerais, e concluída após seis dias de trajeto até a capital federal. Mesmo com chuva forte durante o evento, os manifestantes permaneceram no local, onde houve discursos políticos, momentos de oração e críticas direcionadas ao Senado e ao Judiciário.

Wellington Fagundes participou do ato ao lado do senador Izalci Lucas (PL-DF) e de outros parlamentares. Para ele, a manifestação extrapola o simbolismo e representa um alerta nacional diante do atual cenário político do país.

Durante discurso, o senador afirmou que o movimento busca chamar a atenção das instituições. “O Brasil vive um momento insustentável. Essa mobilização é para acordar o país e pedir mudanças”, declarou, ressaltando que a chuva não afastou os participantes e, segundo ele, simbolizou a força do protesto.

Fagundes destacou que o principal foco do ato é a defesa da liberdade e da justiça, além de um apelo para que autoridades revejam decisões e posturas adotadas nos últimos anos. Ele também citou condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, classificando algumas penas como excessivas.

Entre os exemplos mencionados, o senador criticou a condenação de uma mulher acusada de pichar uma estátua durante os atos. Segundo ele, a pena aplicada não seria proporcional ao dano causado. Na mesma fala, Wellington lamentou as restrições impostas a Jair Bolsonaro, afirmando que elas impactam diretamente o cenário político e partidário.

O senador também informou que há uma audiência prevista com o procurador-geral da República para tratar do tema e defendeu o direito de lideranças partidárias manterem diálogo político. “Não faz sentido impedir o maior partido do Brasil de se comunicar com sua principal liderança, especialmente em ano eleitoral”, afirmou.

Além das pautas jurídicas, Wellington Fagundes defendeu o avanço de investigações parlamentares no Congresso Nacional. Ele citou denúncias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master, cobrando a ampliação e instalação de Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs).

“O que vemos é muita gente presa de forma injusta, enquanto bilhões em recursos públicos desviados ainda não foram devidamente esclarecidos”, declarou.

Ao final, o senador reforçou a necessidade de união entre partidos e lideranças conservadoras com foco nas eleições de 2026. Segundo ele, o próximo pleito será decisivo e caberá ao eleitor definir os rumos do país.


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