- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 18 , MARÇO 2026
A empresária Camilla Farias afirmou estar “aliviada” com o indiciamento da mulher suspeita de furtar bolsas e outros objetos de sua casa, em Barra do Garças. A acusada, que era amiga da vítima, teria se aproveitado de um momento de fragilidade emocional para cometer os crimes.
Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (16), Camilla relatou a decepção com a situação. “Quando você passa por momentos difíceis, o que espera das pessoas próximas, da família, dos amigos, de quem você ama, é conforto, acolhimento; tudo, menos decepção”, escreveu.
O caso foi investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município, que concluiu o inquérito com o indiciamento da suspeita. Para a empresária, o avanço trouxe um sentimento de justiça. “Esses últimos dias, eu tenho vivido com o sentimento de que a justiça está sendo feita, porque isso é importante para a vítima de qualquer tipo de crime”, afirmou.
Camilla enfrentava um período extremamente delicado quando os furtos ocorreram. Sua filha, uma bebê cardiopata, passou por cirurgia e ficou meses internada em uma UTI. Pouco tempo depois, ela perdeu a avó, a quem considerava como mãe. “Foi um período muito difícil, de medo constante”, relatou.
Segundo a empresária, foi nesse contexto que a suspeita se aproximou, supostamente para oferecer apoio, enquanto furtava objetos e dinheiro da residência. Desconfiada, ela instalou câmeras de segurança no quarto, sugestão que, de acordo com Camilla, partiu da própria suspeita. As imagens mostraram a mulher entrando no cômodo com uma sacola vazia e saindo com volume, tentando evitar os ângulos de filmagem.
Após reunir provas, a vítima registrou boletim de ocorrência, e a polícia deu início às investigações. Antes da recuperação de uma das bolsas, o prejuízo estimado era de R$ 50 mil. Com a apreensão de um dos itens, avaliado em R$ 25 mil, o valor caiu pela metade. O produto ainda não havia sido vendido em uma plataforma online.
Apesar disso, Camilla destacou que a maior perda é emocional. “O que mais dói não é o valor, é o sentimento. Foram bolsas que minha avó me deu. Posso comprar outras, mas nunca serão as mesmas”, lamentou.