- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


O laudo do Instituto de Criminalística de Goiás não identificou metanol na amostra de sangue do empresário Igor Rodrigues, 27 anos, de Água Boa (730 km a Leste). Ele ficou 11 dias internado em Goiânia após apresentar sinais de intoxicação, mas contesta o resultado ao afirmar que o material só foi coletado 8 ou 9 dias após ingerir o uísque suspeito — tempo suficiente, segundo ele, para que a substância não fosse mais detectada.
Igor relata que, ao chegar ao hospital de Água Boa, nenhum exame específico para metanol foi realizado. Antes da transferência, médicos apenas mencionaram um “alto nível de solvente” no sangue, sem identificar a substância. Ele também criticou a forma como o laudo foi divulgado, dizendo que não ficou claro que o teste deu negativo devido à demora na coleta. “Se tivessem encontrado metanol tantos dias depois, eu já estaria cego ou morto”, afirmou.
O empresário afirma que só apresentou melhora após receber tratamento direcionado para intoxicação por metanol. Ele diz possuir comprovantes da compra, vídeos no comércio e registros médicos que reforçam sua versão.
A Politec de Mato Grosso segue analisando amostras das garrafas apreendidas no estabelecimento onde a bebida foi comprada. O laudo deve confirmar o conteúdo dos frascos, já identificados como adulterados. A Polícia Civil aguarda o resultado para dar andamento à investigação.