quinta-feira, 22 - janeiro 2026 - 08:11



‘Esperamos uma pena que amenize o sentimento de injustiça’, diz Cattani sobre julgamento de assassinos da filha


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Allan Mesquita
Reportagem / Nova Mutum – MT

“A gente espera uma condenação que possa pelo menos amenizar o sentimento de injustiça que a gente sente no nosso país”.

A declaração é do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), pai de Raquel Cattani, ao chegar ao Fórum da Comarca de Nova Mutum, na manhã desta quinta-feira (22), para acompanhar o julgamento dos réus acusados de planejar e executar o assassinato da filha. O crime, ocorrido em julho de 2024, chocou Mato Grosso pela brutalidade e pela trajetória interrompida de uma jovem empreendedora rural.

Visivelmente emocionado e com uma camiseta estampada com o rosto da filha, Cattani chegou acompanhado da esposa, Sandra Cattani, mãe de Raquel, que preferiu não falar com a imprensa. Em poucas palavras, o parlamentar resumiu o sentimento da família no dia em que a Justiça analisa um caso que ganhou repercussão estadual.

Raquel Cattani tinha 26 anos, era produtora rural e mãe de dois filhos. Morava no assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum, onde construiu uma história ligada à vida no campo e ao empreendedorismo. À frente da Queijaria Cattani, conquistou reconhecimento nacional ao vencer medalhas de ouro e superouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo, levando o nome da comunidade rural ao cenário nacional da produção artesanal de queijos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Raquel foi assassinada dentro da própria casa, com mais de 30 facadas. Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como o executor do crime. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é acusado de ter planejado o homicídio por não aceitar o fim do relacionamento. A acusação aponta que o crime teria sido premeditado e executado mediante pagamento.

O julgamento ocorre sob forte esquema de segurança e com regras rígidas de acesso ao plenário, devido à grande repercussão do caso. O júri é presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum, e segue o rito do Código de Processo Penal, com atuação do Ministério Público, das defesas e a formação do Conselho de Sentença, composto por sete jurados.


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