sexta-feira, 6 - fevereiro 2026 - 12:23



'ESTÁ DEFINHANDO'

Esposa alerta que lobista de MT pode morrer na prisão


Da Redação / FatoAgora
Andreson de Oliveira
Andreson de Oliveira

A esposa do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, preso preventivamente sob suspeita de vender sentenças judiciais, afirmou que o marido corre risco de morrer em razão do agravamento do seu estado de saúde. A declaração foi dada pela advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, de 50 anos, em entrevista publicada pelo site Metrópoles.

“O Andreson corre risco de morrer. Hoje, quando fui visitá-lo, ele pediu cadeira de rodas porque não tem forças para caminhar. Está definhando. Ele não está sentindo nada do joelho para baixo porque perdeu toda a sensibilidade, musculatura, por falta de alimentação e fisioterapia”, afirmou a esposa.

Andreson, de 45 anos, retornou à Penitenciária Federal de Brasília em novembro de 2025, após passar quatro meses em prisão domiciliar em razão de problemas de saúde. À época, uma foto divulgada da perícia mostrou o empresário em estado esquelético, o que reforçou os alertas da defesa sobre o agravamento do quadro clínico.

Um exame realizado em junho de 2025 pelo neurocirurgião Paulo Saide Franco, a pedido da família, concluiu que o investigado apresenta polineuropatia periférica sensitivo-motora, disfunção que compromete a sensibilidade e a força muscular. Andreson também é diabético e passou por cirurgia bariátrica em 2020.

Ainda segundo a família, em maio de 2025, já durante o período de prisão, outra avaliação médica apontou a urgência de medidas terapêuticas adequadas, como fisioterapia motora e suporte nutricional parenteral hipercalórico, hiperproteico e hipervitamínico.

O empresário é investigado pela Polícia Federal por suspeita de atuar como intermediador na venda de decisões judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele permaneceu oito meses no Presídio Federal de Brasília e, posteriormente, obteve prisão domiciliar por quatro meses, sendo novamente detido em novembro de 2025 após os investigadores apontarem que ele teria continuado a praticar crimes, especialmente lavagem de dinheiro.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

O que diz a Senappen

Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que todas as pessoas custodiadas no Sistema Penitenciário Federal recebem assistência integral, conforme prevê a Lei de Execução Penal. O órgão afirmou que há atendimento médico, farmacêutico, psicológico, de enfermagem e nutricional, conforme avaliação técnica das equipes multiprofissionais.

A Senappen destacou ainda que todas as determinações judiciais são rigorosamente cumpridas, inclusive as relacionadas a cuidados de saúde específicos. Questionada sobre o atendimento individual do empresário, a secretaria informou que não divulga detalhes por se tratar de informações protegidas por sigilo médico e legal.


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