quarta-feira, 4 - março 2026 - 11:46



OPERAÇÃO VÉU

Estudante de direito é presa por ‘sexortorsão’ em MT


Da Redação / FatoAgora
Fukume/Freepik
Fukume/Freepik

Uma estudante de Direito foi presa na manhã desta quarta-feira (4) durante a Operação Véu, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que apura um esquema de extorsão com uso de fotos e vídeos íntimos. Segundo a Polícia Civil, ela é apontada como líder do grupo criminoso, responsável por fazer ao menos 15 vítimas em diferentes estados do país.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e quebras de sigilo, nas cidades de Tangará da Serra e Alta Floresta.

Conforme as investigações, a suspeita utilizava redes sociais e aplicativos de relacionamento para se aproximar de homens, mulheres e casais. Após conquistar a confiança das vítimas, ela reunia fotos íntimas, dados pessoais, informações profissionais e perfis digitais em arquivos organizados em PDF, formando verdadeiros dossiês.

O material era usado para ameaçar as vítimas, com exigência de pagamento para evitar a divulgação do conteúdo. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Antenor Pimentel, em situações nas quais houve recusa em pagar, as imagens chegaram a ser divulgadas, ampliando os prejuízos emocionais e o medo de exposição pública.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, registros de conversas, listas de contatos e arquivos considerados sensíveis, que reforçam a suspeita da prática de extorsão e divulgação de cena íntima sem consentimento.

Além da estudante, um homem residente em Alta Floresta também foi alvo de busca e apreensão. Ele se apresentava nas redes como “hacker” e “designer gráfico” e é investigado por possível participação na elaboração e diagramação dos dossiês usados nas chantagens.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos. O delegado destacou ainda a importância de cautela no compartilhamento de conteúdos íntimos na internet, alertando que o ambiente virtual pode ser utilizado para a prática de crimes.


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