domingo, 25 - janeiro 2026 - 12:18



Ex-ministro de Collor diz que governo Lula esvazia esforços de Fávaro com o agro


Reprodução
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Allan Mesquita
Reportagem

O ex-ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Fernando Collor, o produtor rural Antonio Cabrera Mano Filho, avalia que o governo Lula (PT) frustra os esforços do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), para aproximar o Planalto do agronegócio brasileiro.

Segundo Cabrera, Fávaro até reúne credenciais para dialogar com o setor, já que presidiu a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), mas isso não se traduziu, na prática, em uma aproximação efetiva entre o governo Lula e os produtores rurais.

“Eu até acho que o ministro Carlos Fávaro é uma pessoa até bem intencionada e até porque ele foi presidente presidente da Aprosoja. Agora, a realidade é que o setor ele não tá próximo do governo federal”, disse.

Para o ex-ministro, medidas adotadas recentemente pelo Executivo federal enfraquecem qualquer discurso de alinhamento com o agronegócio. Entre os exemplos citados, ele mencionou a proposta da lista de espécies exóticas invasoras, que incluiu atividades consolidadas no país, como o cultivo de eucalipto e a criação de tilápia, gerando forte reação no setor produtivo.

Cabrera também criticou a postura do governo em relação ao marco temporal para demarcação de terras indígenas, além do aumento de impostos, fatores que, segundo ele, ampliam a insegurança jurídica e afetam diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro.

Na análise do ex-ministro, mesmo quando o titular da Agricultura se manifesta de forma contrária a algumas dessas pautas, a linha adotada pelo governo federal acaba prevalecendo, deixando o setor produtivo à margem das decisões estratégicas. Para Cabrera, o resultado é um distanciamento crescente entre Brasília e o campo, em um momento em que o agronegócio segue como um dos principais motores da economia brasileira.

“Há uma série de medidas que contradizem qualquer eventual declaração de que o governo tenha tido algum ponto positivo em relação ao agronegócio”, avaliou.

 


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