sexta-feira, 13 - março 2026 - 11:46



OPERAÇÃO ARGOS

Facção monta centro de 'treinamento de guerra' em terra indígena de MT; fotos


Da Redação / FatoAgora
Divulgação
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Operação Argos após descobrir que uma facção criminosa mantinha um centro de treinamento clandestino com técnicas de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha dentro de uma área indígena em Santo Antônio de Leverger (33 km de Cuiabá). O local seria utilizado para preparar integrantes do grupo para confrontos armados e fuga na mata.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Durante a operação, foram apreendidas armas e munições de diversos calibres.

Segundo a Polícia Civil, as apurações começaram após denúncias de tráfico de drogas na região da Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), situada nas proximidades do Rio São Lourenço. As informações indicavam que integrantes da facção utilizavam o local para receber entorpecentes e distribuir a droga para traficantes da região de Rondonópolis.

De acordo com as investigações, dois suspeitos, conhecidos pelos apelidos de “Pescador” e “Corola” ou “Fininho”, seriam responsáveis por coordenar o esquema. Além da logística do tráfico, eles também atuariam como instrutores de um curso clandestino voltado para membros da facção, ensinando técnicas de sobrevivência na selva, manutenção de armamento e disparos com armas de fogo.

As aulas incluíam treinamento com armas de uso restrito, como fuzis calibre .556 e .762, pistolas .40 e 9mm, metralhadora e até uma arma de fogo com tripé calibre .30. Nos cursos, os instrutores eram identificados apenas como “01” e “02”.

As investigações apontam ainda que os treinamentos de tiro eram realizados em áreas de mata próximas ao Rio Vermelho. Para evitar que o barulho dos disparos fosse ouvido pela comunidade indígena, os envolvidos percorriam alguns quilômetros pelo Rio São Lourenço antes de iniciar as atividades.

O esquema começou a ser descoberto após policiais de diferentes cidades do estado relatarem que integrantes de facções, presos em outras ocorrências, mencionavam ter participado de um curso de sobrevivência na selva e manuseio de armas em uma área indígena.

Com base nas informações levantadas, o delegado Fábio Nahas representou pelos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos nesta sexta-feira. Durante as diligências, os policiais apreenderam duas armas — uma espingarda calibre .22 e uma espingarda de dois canos calibre .20, além de dezenas de munições.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e apurar a extensão das atividades da facção na região.

Veja fotos:


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