quinta-feira, 29 - janeiro 2026 - 16:30



FBI

FBI faz buscas em escritório eleitoral acusado de fraude


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O FBI realizou, nesta quarta-feira (28), uma operação de busca em um escritório eleitoral do condado de Fulton, na região metropolitana de Atlanta, no âmbito de uma investigação relacionada às alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que sua derrota nas eleições de 2020 teria sido resultado de fraude eleitoral em larga escala. Segundo autoridades locais, o mandado judicial tinha como objetivo a apreensão de registros vinculados ao processo eleitoral daquele ano.

De acordo com um agente ouvido pela agência Reuters sob condição de anonimato, os investigadores buscavam computadores e cédulas eleitorais que, segundo a apuração, estariam armazenados nas dependências do escritório. Paralelamente, o governo Trump ingressou, no mês passado, com uma ação judicial para obter acesso às cédulas de 2020 do condado de Fulton.

Nas eleições presidenciais de 2020, o democrata Joe Biden venceu na Geórgia, derrotando Trump, que tentava a reeleição. O republicano retornou à Casa Branca no ano passado, após vencer o pleito de 2024.

Reação local
A comissária do condado de Fulton, Mo Ivory, confirmou o cumprimento do mandado e criticou duramente a ação federal. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela acusou Trump de “tentar criar o caos” com objetivos políticos, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. A Geórgia deve sediar uma das disputas mais acirradas pelo Senado, com o democrata Jon Ossoff buscando a reeleição.

Em declarações à imprensa, Ivory classificou a operação como “um ataque aos eleitores” e afirmou que as autoridades locais avaliam quais medidas legais podem ser adotadas para impedir ações semelhantes no futuro.

“Sabemos que, neste momento, nos Estados Unidos, muitas vezes não importa se você está certo. Se o presidente quiser acionar forças federais, ele o fará”, declarou a comissária.

A operação ocorre uma semana após Trump reiterar, durante um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a alegação — já refutada por tribunais e autoridades eleitorais — de que a eleição de 2020 teria sido fraudada. “As pessoas logo serão processadas pelo que fizeram”, afirmou o presidente à época.


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