quinta-feira, 23 - julho 2026 - 06:21



CINEMA

Filme sobre Elize Matsunaga chega ao streaming; relembre caso


Lorena Comparato como Elize Matsunaga em “Elize: Sombras de uma Mulher”
Lorena Comparato como Elize Matsunaga em “Elize: Sombras de uma Mulher”

Um novo filme inspirado no caso Elize Matsunaga chegou ao streaming nesta quarta-feira (22). Intitulado “Elize: Sombras de Uma Mulher”, o longa de ficção produzido pela Netflix reconstitui acontecimentos que antecederam o assassinato de Marcos Kitano Matsunaga, empresário e ex-diretor executivo da Yoki.

A produção busca explorar a trajetória dos personagens antes do crime, apresentando uma interpretação ficcional dos acontecimentos que envolveram o casal. O roteiro foi desenvolvido a partir de informações presentes nos autos do processo, documentários já produzidos sobre o caso e pesquisas realizadas pela equipe responsável pelo filme.

Os roteiristas Mariana Torres e Raphael Montes afirmaram que a construção da história envolveu uma investigação aprofundada, incluindo consultas a documentos e conversas com pessoas relacionadas ao caso.

Na produção, Elize Matsunaga é interpretada pela atriz Lorena Comparato, enquanto Henrique Kimura dá vida a Marcos Matsunaga. Além do assassinato, o filme aborda momentos anteriores e posteriores ao crime, explorando aspectos da relação entre os personagens.

A atriz Lorena Comparato destacou que produções do gênero true crime despertam debates entre o público e afirmou que sua interpretação buscou compreender a personagem sem fazer julgamentos sobre o caso real.

Relembre o caso

Em 2012, Elize Matsunaga matou o marido, Marcos Kitano Matsunaga, então diretor executivo da indústria alimentícia Yoki, no apartamento onde o casal morava, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo as investigações, o crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo a descoberta de uma suposta traição. Após o assassinato, o corpo do empresário foi esquartejado e partes foram encontradas em diferentes pontos da capital paulista.

Dias depois do crime, Elize confessou o assassinato e foi presa. Ela foi denunciada por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver.

Em dezembro de 2016, após julgamento realizado em São Paulo, Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão. A pena incluía condenação pelo homicídio e pela ocultação do corpo da vítima.

Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses em razão da confissão do crime. Após cumprir parte da condenação, Elize deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé em 2022, beneficiada pela progressão para o regime de liberdade condicional.

A previsão informada pela defesa é de que as condições impostas pela Justiça sejam cumpridas até 2028, com possibilidade de redução de pena por atividades realizadas durante o período de prisão.

Outras produções sobre o caso

A história de Elize Matsunaga também já foi retratada em outras produções audiovisuais. Em 2021, a Netflix lançou o documentário “Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime”, que reuniu depoimentos e relatos relacionados ao assassinato.

O caso também foi abordado na série “Tremembé”, lançada em 2025 pelo Prime Video, que apresenta histórias envolvendo detentos conhecidos que passaram pela Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo.

Veja;


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