- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 28 , OUTUBRO 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã de hoje (28), a segunda fase da Operação Mãos à Obra, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários ligados ao setor de construção civil e empreendimentos imobiliários em Sinop (a 481 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso.
Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento de seis servidores públicos de suas funções e o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação apura suspeitas de cobrança e pagamento de propina para favorecer processos administrativos, emissão de pareceres, aprovação e regularização de projetos, concessão de licenças e certificados, além de possíveis interferências em fiscalizações.
Os procedimentos investigados envolvem a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop. Os fatos teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
Por determinação judicial, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão contra 17 alvos. Além do afastamento cautelar de seis agentes públicos, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras de uma empresa supostamente envolvida no esquema.
No âmbito patrimonial, foi autorizado o bloqueio de R$ 80 milhões em relação a um grupo de investigados e uma pessoa jurídica. A decisão também estabeleceu o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões para cada um dos demais alvos, além do sequestro de imóveis vinculados a um dos investigados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dinheiro em espécie e bens de alto valor ligados a empresários investigados. O material será submetido à análise para verificar eventual relação com os crimes apurados.
As medidas buscam preservar possíveis recursos relacionados às condutas investigadas, garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dissipação de patrimônio durante o andamento do caso.
A operação foi deflagrada no Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro. O Gaeco destacou que a investigação não se volta contra o serviço público ou seus agentes de forma generalizada, mas busca apurar possíveis irregularidades e responsabilizar eventuais envolvidos.
As investigações continuam em andamento. O Ministério Público ressalta que as medidas cautelares não representam comprovação definitiva de culpa e que os investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
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