- CUIABÁ
- DOMINGO, 22 , MARÇO 2026
A deputada federal Gisela Simona (União) reforçou, em entrevista recente, que a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso em 2026 é tratada como o caminho natural dentro do grupo político. Segundo a parlamentar, o compromisso com o nome de Pivetta vem sendo pavimentado desde a reeleição do governador Mauro Mendes (União), pautado pela lealdade demonstrada pelo vice ao longo de dois mandatos.
Para Gisela, a tendência interna é que a ampla maioria do União Brasil permaneça alinhada ao projeto de Pivetta, o que, na prática, poderia inviabilizar a candidatura própria do senador Jayme Campos (União) ao Palácio Paiaguás.
“O apoio ao Otaviano Pivetta é algo que se cogita dentro do grupo desde a reeleição de Mauro Mendes; em tese, é a sucessão natural. Alguém que foi vice por dois mandatos e sempre foi leal ao governador e ao partido merece esse reconhecimento”, afirmou a deputada.
O “Fato Novo” e o Impasse com Jayme Campos
A deputada classificou o recente interesse de Jayme Campos em disputar o Governo do Estado como um “fato novo” no tabuleiro político. Segundo ela, enquanto o nome de Pivetta é debatido desde 2022, as pretensões do senador só ganharam contornos públicos no final de 2025.
“O interesse do senador Jayme é algo mais recente, que surgiu do final de 2025 para cá. É uma situação nova dentro de um cenário onde já existia um compromisso prévio com o Pivetta. É um fato que terá de ser decidido internamente”, explicou.
Federação e Possibilidade de Intervenção Nacional
Gisela Simona alertou que a consolidação da federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP) traz uma camada extra de complexidade às definições. Ela pontuou que a falta de um consenso regional pode transferir a decisão para as instâncias nacionais ou levar a disputa para uma convenção partidária.
Apesar do cenário de disputa, a parlamentar negou que Jayme Campos esteja sendo “escanteado” pelo grupo. Ela reforçou a legitimidade e os serviços prestados pelo senador, mas lembrou que o desenho inicial da chapa previa a manutenção da aliança atual.
“Não vejo escanteamento, pois seguimos o que foi imaginado desde o início. Como não havia uma colocação pública do senador anteriormente, a ideia era Pivetta para o Governo e uma chapa de Senado composta por Mauro Mendes e Jayme Campos”, encerrou.