quarta-feira, 25 - março 2026 - 07:00



MERCADO GLOBAL

Guerra no Oriente Médio afeta empresas na Europa


Fábrica de aço da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha, em 05/11/2025
Fábrica de aço da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha, em 05/11/2025

Novos dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI) revelam que o conflito no Oriente Médio já gera impactos severos na economia europeia. De acordo com a pesquisa realizada com executivos dos setores de manufatura e serviços, a instabilidade geopolítica elevou custos operacionais, minou a confiança empresarial e restringiu a expansão da produção tanto no Reino Unido quanto na Zona do Euro.

Reino Unido: Inflação em Alta e Produção Estagnada

No Reino Unido, os indicadores de março apontam para uma paralisia no crescimento da produção acompanhada de um salto inflacionário. Segundo Chris Williamson, economista sênior da S&P Global, o cenário britânico reflete diretamente as interrupções nos mercados de energia e nas rotas de transporte marítimo.

“O impacto total sobre a inflação e o PIB dependerá da duração do conflito e da persistência das rupturas logísticas”, alertou Williamson em relatório oficial.

Zona do Euro e o Risco de Estagflação

A situação nos 21 países que utilizam a moeda comum é ainda mais delicada. O crescimento da produção desacelerou drasticamente, aproximando-se da estagnação. O principal temor dos analistas é a estagflação — fenômeno raro onde os preços continuam subindo apesar da economia parada.

  • Custos de Insumos: Estão subindo no ritmo mais acelerado dos últimos três anos, impulsionados pela energia.

  • Cadeias de Suprimentos: O conflito afetou o fluxo de componentes e matérias-primas, elevando os preços finais.

  • Política Monetária: A alta da inflação pressiona bancos centrais a manterem taxas de juros elevadas, o que desestimula ainda mais o consumo e a produção.

Indicadores no Limite

Embora as leituras iniciais dos PMIs ainda permaneçam em território de expansão (acima de 50 pontos), as quedas foram acentuadas. No Reino Unido, o índice atingiu a mínima de seis meses; na Zona do Euro, o indicador recuou para o menor nível em dez meses. O mercado agora aguarda os próximos desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio para precificar a duração dessa pressão inflacionária global.


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