- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) firmou que crianças e adolescentes crescem “idolatrando faccionadados” ao criticar a Segurança Pública em Mato Grosso e a escaladas das facções criminosas no Estado. Segundo a parlamentar, a ausência de políticas públicas consistentes tem permitido que o crime organizado avance, especialmente em regiões mais vulneráveis.
“Hoje eu cheguei a dizer na delegacia como é para a população mais humilde crescer dentro dos bairros com os filhos idolatrando faccionados. Porque hoje os filhos veem o pai trabalhador, que trabalha de manhã e à tarde para dar o básico dentro de casa, não deixar faltar comida, enquanto os faccionados desfilam com correntes de ouro, carros importados e dinheiro, e as crianças crescem achando que aquilo é o sucesso de um profissional adulto”, afirmou a deputada, ao relatar conversas com delegados da Polícia Civil.
A declaração foi feita durante um evento político na noite de sexta-feira (30), quando a parlamentar abordou a escalada da violência. No ano passado, o próprio governador Mauro Mendes (União) pontuou que muitos estudantes das escolas públicas de Mato Grosso acabam sendo “recrutados” pelas facções criminosas que dominam o Estado.
Na ocasião, ele defendeu, assim como em outras ocasiões, que o Congresso Nacional deve atualizar a legislação vigente, pois para ele “são frouxas”.
Já para Janaina Riva, o cenário expõe uma falha estrutural do poder público, que, apesar de avanços em áreas como infraestrutura, não tem conseguido oferecer segurança, proteção social e oportunidades à população mais pobre.
A deputada ressaltou que crimes violentos, incluindo estupros e assassinatos, seguem sendo registrados com frequência, o que, na avaliação dela, evidencia a necessidade de o governo rever suas estratégias na área da segurança pública e investir em ações integradas de prevenção, educação e combate ao crime organizado.
Ao final da fala, Janaina reforçou que o crescimento econômico do Estado precisa refletir na qualidade de vida da população. “Não adianta dizer que Mato Grosso é rico se essa riqueza não chega para quem vive com medo todos os dias”, concluiu.