- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 9 , MARÇO 2026
Os bastidores da sucessão estadual em Mato Grosso começam a se definir dentro do União Brasil. O deputado estadual Júlio Campos revelou que seu irmão, o senador Jayme Campos, já iniciou as movimentações políticas e a elaboração de um plano de governo com foco na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026.
A declaração ocorreu após uma reunião política na residência do senador, onde a cúpula do partido debateu estratégias para a chapa majoritária e a formação das chapas proporcionais. Segundo Júlio, Jayme é visto internamente como o “candidato natural” da legenda.
Habitação como Pilar Estratégico
Um dos pontos centrais do programa de governo em construção é a habitação popular. O grupo político pretende resgatar o histórico administrativo da família Campos no setor para atrair o eleitorado:
Gestão Júlio Campos (1983-1987): Construção de aproximadamente 35 mil casas, dando origem a bairros como CPA I, II e III, Tijucal e Morada do Ouro.
Gestão Jayme Campos: Implementação de loteamentos populares de grande escala, com destaque para o bairro Pedra 90, em Cuiabá.
“O programa de governo já está sendo elaborado. Queremos focar em metas habitacionais ousadas, utilizando a experiência que já demonstramos em gestões anteriores”, afirmou Júlio Campos.
Cenário de Fragmentação no Primeiro Turno
Apesar da articulação interna, o deputado projeta uma disputa acirrada e com múltiplos candidatos no primeiro turno. Entre os nomes citados como prováveis adversários no mesmo campo político estão:
Otaviano Pivetta (Republicanos): Atual vice-governador.
Wellington Fagundes (PL): Senador da República.
Para Júlio Campos, a pulverização de candidaturas é saudável para o processo democrático. Ele acredita que as alianças e a “convergência de forças” devem ocorrer naturalmente apenas em um eventual segundo turno.
Sobrevivência da Bancada Legislativa
Além da disputa majoritária, a candidatura de Jayme Campos é vista como fundamental para a manutenção do poder do União Brasil na Assembleia Legislativa (ALMT).
Júlio alertou que a ausência de um nome forte ao Governo pode enfraquecer as chapas de deputados. “Hoje temos quatro deputados estaduais. Sem uma candidatura própria ao Executivo, corremos o risco de ver nossa bancada reduzida pela metade”, avaliou o parlamentar.