quarta-feira, 10 - setembro 2025 - 08:20

Joias, bolsas de grife, carros e dinheiro são apreendidos em operação contra 'herdeiros de W.T'


Reprodução
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Joias, bolsas de grife, dinheiro em espécie, veículos e imóveis foram apreendidos pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (10.), durante a Operação Tempo Extra, deflagrada contra uma facção criminosa envolvida em movimentações milionárias ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Um dos alvos, identificado como J.I.A.J., foi preso preventivamente, apontado como sucessor das funções de liderança deixadas pelo tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, Paulo Witer Farias Paelo, o W.T.

Entre os itens recolhidos estão correntes e pulseiras de ouro, bolsas e calçados das marcas Gucci e Louis Vuitton, tênis de alto valor, além de um Volkswagen Polo GTS e uma Toyota SW4. Também houve a apreensão de cédulas de R$ 100 e R$ 200. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias.

Um dos alvos da operação, identificado como J.I.A.J., foi preso preventivamente. Ele é apontado como sucessor das funções de liderança deixadas por Paulo Witer Farias Paelo, o W.T., que ocupava o cargo de tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso.

A ação é um desdobramento da Operação Apito Final, deflagrada em abril deste ano, que revelou um esquema de lavagem de mais de R$ 65 milhões no estado. Nesta nova fase, foram cumpridas 15 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, sendo um mandado de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão, três de sequestro de veículos e uma suspensão de atividade econômica.

Avanço das investigações

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Organizados (GCCO) e pela Delegacia de Repressão à Corrupção (Draco), aponta que o investigado preso nesta quarta-feira teria papel estratégico na reestruturação financeira da facção após os bloqueios e prisões realizados na Operação Apito Final. Ele também seria responsável por organizar a distribuição de drogas em Cuiabá, cadastrar comparsas para contribuir financeiramente com o grupo e fornecer suporte logístico na fuga de criminosos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo continua atuando no esquema de lavagem de dinheiro, movimentando recursos ilícitos por meio de empresas de fachada e aquisição de bens de alto valor, como carros de luxo e artigos de grife.

Operação Apito Final

Deflagrada em abril de 2024, a Operação Apito Final revelou um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 65 milhões. Na ocasião, foram cumpridas 54 ordens judiciais, incluindo o sequestro de 45 veículos e a indisponibilidade de 33 imóveis. As investigações mostraram que o líder da facção utilizava familiares, amigos e advogados como “laranjas” para adquirir imóveis, comprar e vender carros e até atuar no ramo de locação de veículos com o dinheiro ilícito.

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