- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 23 , FEVEREIRO 2026
O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que políticos “têm medo” de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em Mato Grosso e criticou manobras que, segundo ele, tentam esvaziar pedidos de investigação.
A declaração foi dada ao comentar a resistência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em instalar uma CPI para apurar denúncias relacionadas à Operação Espelho, que investigou um suposto esquema de cartel na Saúde do Estado.
Para Júlio, a CPI é um instrumento legítimo do Parlamento e não deveria causar receio. “Aqui em Mato Grosso existe um temor com CPI. Uma CPI cabe investigar, pode também não ter nada. É um assunto normal”, afirmou.
Júlio Campos usou como exemplo uma situação recente na Câmara Municipal de Cuiabá. Isso porque a base aliada do prefeito Abilio Brunini (PL) apresentou quatro pedidos de CPI em uma única manhã para ocupar o limite regimental e, assim, inviabilizar o requerimento protocolado pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos).
O pedido de Daniel buscava investigar denúncia de abuso sexual envolvendo o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite, contra uma ex-servidora.
“Eu vi uma cena grotesca. A Câmara Municipal de Cuiabá, para evitar uma CPI sobre o problema de um servidor, apresentou quatro projetos de CPI em uma manhã só para preencher os espaços da CPI, querendo investigar coisas que ninguém lembra mais”, criticou o deputado.
Ao ser questionado se CPI causa temor entre parlamentares, Júlio respondeu: “Acho que não há o que temer”.
Por fim, Júlio reforçou que a CPI deve servir para esclarecer fatos e apontar soluções. “Só acho que a solução é investigar. Se não houver nada, melhor ainda. Mas é preciso dar resposta à sociedade”, concluiu.
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