- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 28 , OUTUBRO 2026
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota na eleição presidencial. Para o parlamentar mato-grossense, a decisão de deixar o país foi uma reação à pressão judicial que o senador estaria sofrendo.
“Foi fruto da brutalidade com que o ministro Alexandre Moraes tomou sete minutos após o encerramento das urnas”, afirmou Júlio, em entrevista, ao criticar a atuação do ministro. O deputado também questionou a determinação para que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal e não deixasse o território brasileiro.
Júlio ressaltou que o senador não é réu, embora seja alvo de investigações, e afirmou que ele teria decidido reagir às medidas judiciais. “Ele acha que não tem culpa e realmente resolveu reagir”, declarou. O deputado ainda criticou o que classificou como “truculência” do Judiciário brasileiro.
Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), cruzando a fronteira com a Argentina acompanhado da mulher e das duas filhas. A família embarcou em um voo particular para Guayaquil, no Equador, e depois seguiu para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta-feira (28), segundo informações da Agência Brasil e registros migratórios argentinos.
A viagem ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e não saísse do país. Como os documentos não foram entregues no prazo estabelecido, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do parlamentar.
Flávio é investigado em inquéritos que tramitam no STF, incluindo apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e questões relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com participação do Banco Master.