quinta-feira, 29 - janeiro 2026 - 12:20



DENUNCIADA POR GOLPE

Mãe de prefeito em MT alega perseguição; ‘não tenho paz’


Da Redação / FatoAgora
Daniel Alves / SBT Cuiabá
Daniel Alves / SBT Cuiabá

A empresária Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos, afirmou estar vivendo um conflito familiar grave com o próprio filho, o prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago de Almeida (União). Em entrevista ao programa SBT Comunidade, ela acusou o gestor municipal de perseguição e violência psicológica, relatando que não tem conseguido manter uma rotina normal diante da situação.

“Estou vivendo uma vida super difícil por causa dele. Não estou tendo paz”, declarou Adriana, que optou por não mostrar o rosto durante a entrevista.

As declarações surgem em meio a investigações que apontam Adriana como suspeita de aplicar quase R$ 1 milhão em golpes financeiros, supostamente utilizando o nome do filho para captar recursos. Conforme as apurações, ela alegava que os valores seriam investidos em empresas que prestariam serviços ao município, estratégia que, segundo a polícia, tinha como objetivo conferir credibilidade à captação. A denúncia por estelionato foi registrada pelo próprio prefeito.

Apesar das acusações, Adriana se recusou a comentar o mérito das investigações e disse que decidiu “quebrar o silêncio” para relatar o que afirma estar enfrentando no âmbito pessoal. Segundo ela, os problemas com o filho não teriam relação com jogos de azar ou dívidas, como vem sendo divulgado.

“Tudo isso que está acontecendo não é por causa de jogos e dívida. O Thiago começou a me procurar, me agredir com palavras, com ligações sempre ofensivas”, afirmou.

Ainda conforme o relato, Adriana disse que o filho teria tentado obter uma procuração para administrar seus bens, o que teria provocado o rompimento da relação. Desde então, ela afirma que passou a ser perseguida, inclusive com tentativas de internação compulsória.

“Ele manda pessoas atrás de mim, queria me internar compulsoriamente para preservar a imagem política dele”, acrescentou.

A empresária informou que registrou dois boletins de ocorrência contra o filho, solicitou medida protetiva e afirmou que pretende levar o caso adiante na Justiça. Ela também relatou que o prefeito teria invadido sua residência e proferido xingamentos, além de ameaças.

“Falou que eu era uma desgraçada, uma vagabunda, que ele ia me enterrar. Veio me agredir, veio bater em mim”, disse.

Adriana afirmou ainda ter entregue provas à Polícia e demonstrou preocupação com sua segurança, alegando que terceiros estariam sendo enviados para vigiá-la ou intimidá-la.

“Isso precisa parar. Ele é um homem público e precisa ter sabedoria para entender o que está fazendo. Não sou eu que estou prejudicando ele, é ele que está se prejudicando”, declarou.

A defesa do prefeito, feita pelo advogado Pablo Gustavo Moraes Pereira, negou qualquer prática de violência ou perseguição contra Adriana. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.


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