- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 17 , MARÇO 2026
Preso por armazenar cerca de 7,5 mil imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil, um jovem de 26 anos alegou que o material teria sido baixado sozinho em seus dispositivos eletrônicos, versão que foi descartada pela Polícia Civil de Mato Grosso.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e teve início em meados de 2025, após indícios de que o suspeito mantinha arquivos ilegais. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, realizado em setembro do ano passado, foram recolhidos celulares, notebooks, HDs e outras mídias, encaminhados para perícia.
Com a análise dos dispositivos, os investigadores identificaram uma quantidade muito maior de arquivos do que o inicialmente previsto. Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme da Rocha, o volume e o teor do material chamaram a atenção.
“Foi verificada uma quantidade imensa de arquivos, aproximadamente 7.500 imagens e vídeos, com claro teor de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes”, afirmou ao SBT Comunidade.
De acordo com o delegado, a versão apresentada pelo investigado não se sustenta diante das evidências reunidas.
“A alegação de que o material teria sido armazenado de forma automática não se sustenta. O que verificamos foi o contrário: ele ia atrás dessas imagens, demonstrava interesse e armazenava em vários aparelhos”, explicou.
As investigações também apontaram que o suspeito não comercializava os arquivos, mas realizava buscas ativas em diferentes plataformas digitais, o que reforça a prática reiterada do crime.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi cumprida. O caso segue em investigação.
Veja o vídeo: