- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 12 , JANEIRO 2026


Mato Grosso avançou no cenário nacional e passou a ocupar a segunda posição entre os estados com menor desigualdade de renda do Brasil, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O estado subiu uma colocação em relação ao levantamento anterior, de 2024, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que lidera o indicador. A desigualdade de renda integra o pilar de Sustentabilidade Social, no qual Mato Grosso aparece na 9ª posição nacional entre os 27 estados.
Entre os fatores que explicam o desempenho estão a força da economia impulsionada pelo agronegócio, a atração de investimentos, a expansão das agroindústrias, além de uma das menores taxas de desemprego do país e baixa dependência de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado reforça que o crescimento econômico de Mato Grosso tem ocorrido de forma alinhada à inclusão social.
“O ranking evidencia que a sustentabilidade social está diretamente ligada à competitividade. A redução das vulnerabilidades amplia a participação da população no mercado de trabalho, fortalece o capital humano e expande o mercado consumidor. Temos avançado nos índices de educação, mantemos uma das menores taxas de desemprego do país e investimos fortemente na qualificação da mão de obra, tanto pelo Governo do Estado quanto pelo setor privado, por meio do Sistema S, como Senac, Senar e Senai”, destacou.
No resultado geral do ranking, Mato Grosso manteve a 10ª colocação considerando os dez pilares analisados: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
O estado também se destaca em indicadores estratégicos, figurando em 3º lugar nacional em solidez fiscal, capital humano e crescimento potencial da força de trabalho. Além disso, lidera o ranking em volume de crédito, indicador que mede a capacidade de financiamento da economia e o acesso a recursos para investimento e consumo.
O pilar de Sustentabilidade Social avalia a atuação dos governos estaduais na redução das vulnerabilidades sociais ao longo da vida da população. A metodologia considera, além da renda, fatores como saúde, pobreza, condições de moradia, saneamento básico, proteção à infância e promoção do trabalho decente, mensurando a capacidade do Estado de garantir autonomia e acesso efetivo a direitos fundamentais.
Outro destaque é a solidez fiscal. Mato Grosso aparece entre os três melhores do país, ao lado de Espírito Santo e Maranhão. O indicador analisa a capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez. O bom desempenho fiscal amplia a credibilidade do estado, fortalece o ambiente de negócios e favorece a atração de investimentos privados.
No pilar de Potencial de Mercado, Mato Grosso lidera o ranking nacional em volume de crédito, refletindo maior acesso a financiamento, fator essencial para o crescimento das empresas, a expansão do consumo e a dinamização da economia.
Já o crescimento potencial da força de trabalho posiciona o estado entre aqueles com melhores perspectivas de expansão econômica no longo prazo, reforçando o papel de Mato Grosso como um dos principais vetores de desenvolvimento do país.