Caberá ao governador Mauro Mendes (União) decidir a liberação da vereadora Michelly Alencar e de outros membros da sigla, que desejam deixar o partido para disputar as eleições de 2026 em um novo grupo político.
Em entrevista à imprensa na manhã desta segunda-feira (23), a presidente do União Brasil em Cuiabá, deputada federal Gisela Simona, afirmou que o chefe do Executivo deve convocar uma reunião do diretório para bater o martelo sobre a liberação.
Segundo ela, o pedido de desfiliação da parlamentar não é um caso isolado dentro do União Brasil. “Não é só a Michelly que fez esse pedido. Temos outros vereadores que também solicitaram essa possibilidade”, destacou Gisela.
A declaração ocorre após Michelly oficializar o pedido de carta de anuência, documento que autoriza a desfiliação sem risco de perda do mandato, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pelo Partido Novo nas eleições de 2026.
Michelly confirmou que aguarda a posição oficial da legenda antes de definir os próximos passos. A vereadora, inclusive, não descartou acionar a Justiça Eleitoral caso o pedido seja negado.
A parlamentar argumenta que a janela partidária prevista para abril, período em que políticos podem trocar de partido sem perder o mandato, não contempla vereadores, apenas deputados estaduais e federais. Por isso, depende da anuência formal da sigla para migrar de legenda sem risco jurídico.
Nos bastidores, Michelly avalia que permanecer no União Brasil poderia significar uma disputa interna desvantajosa, já que o partido conta atualmente com quatro deputados estaduais que devem buscar a reeleição: Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos e Sebastião Rezende.
Questionado sobre o tema, recentemente, Mauro Mendes evitou antecipar qualquer posicionamento e afirmou que o assunto será discutido internamente com o grupo político.
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