quinta-feira, 15 - janeiro 2026 - 18:42

Medeiros diz que querem que Bolsonaro morra na prisão


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Allan Mesquita
Reportagem

O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou, nesta quinta-feira (15), que tentam “matar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. A declaração foi feita na manhã de hoje, horas antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Questionado pelo FatoAgora, Medeiros disse que adversários políticos e jurídicos não se contentam apenas em retirar Bolsonaro da disputa eleitoral, mas querem sua eliminação física. “Eles querem de toda forma que ele fique fora do processo eleitoral, não só como candidato, mas também como apoiador. O que a gente percebe, pela falta de socorro e de qualquer sentimento humanitário, é que querem que ele morra. Querem matar o Bolsonaro, tanto fisicamente quanto eleitoralmente”, afirmou o parlamentar.

O deputado citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do que classificou como um “consórcio” contrário ao ex-presidente. Segundo Medeiros, esse grupo age para “limpar” Bolsonaro da cena política. “Essa galera que não gosta dele quer que ele seja eliminado. Isso já apareceu inclusive nas redes sociais, com jornalistas dizendo que não querem que Bolsonaro morra, o que mostra o nível a que isso chegou”, declarou.

Medeiros também questionou decisões relacionadas à condição de saúde de Bolsonaro, sugerindo que houve negligência no atendimento médico. “Onde já se viu uma pessoa com traumatismo craniano ser proibida de obter socorro?”, disse, ao reforçar a tese de que há falta de humanidade no tratamento dispensado ao ex-presidente.

Horas depois das declarações, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para uma sala de Estado-Maior na Papudinha, com garantia de assistência médica integral, atendimento 24 horas, fisioterapia, alimentação especial e visitas de familiares, além de acompanhamento por uma junta médica oficial da Polícia Federal.

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