- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 18 , FEVEREIRO 2026
O mercado financeiro ajustou, pela sexta semana consecutiva, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), a expectativa para a inflação oficial em 2026 recuou de 3,97% para 3,95%.
O novo número consolida a tendência de convergência para a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%). Para os anos seguintes, as projeções seguem estáveis: 3,8% em 2027 e 3,5% para 2028 e 2029.
Cenário de Inflação e Juros
A trajetória de queda nas projeções ocorre após um fechamento de 2025 com o IPCA em 4,44%, pressionado no último bimestre pela alta nos preços de energia elétrica e combustíveis. Apesar do cumprimento da meta no ano anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a Taxa Selic em 15% ao ano em sua última reunião.
Contudo, a autoridade monetária já sinalizou que o ciclo de cortes deve ser iniciado na reunião de março, condicionado à estabilidade do cenário econômico. O mercado projeta um encerramento de 2026 com a taxa básica de juros em 12,25%, com reduções graduais até atingir 9,5% ao ano em 2029.
Dinâmica da Selic na Economia
A manutenção da Selic em patamares elevados — os maiores desde 2006 — reflete a estratégia do BC para conter o consumo e encarecer o crédito, desestimulando a pressão sobre os preços. Por outro lado, a expectativa de redução para os próximos meses visa dar fôlego à atividade econômica e baratear o custo de produção.
Projeções para o PIB e Câmbio
Quanto ao nível de atividade econômica, as instituições financeiras mantiveram o otimismo moderado:
2026 e 2027: Expectativa de crescimento de 1,8% no Produto Interno Bruto (PIB).
2028 e 2029: Projeção de aceleração para 2%.
O desempenho sucede um 2024 de forte expansão (3,4%) e um 2025 marcado pela estabilidade no terceiro trimestre. Os dados consolidados do PIB do ano passado serão revelados pelo IBGE no próximo dia 3 de março.
No cenário cambial, a previsão para o dólar permanece ancorada em R$ 5,50 até o fim de 2027, refletindo a percepção de estabilidade na moeda norte-americana frente ao real.