segunda-feira, 9 - fevereiro 2026 - 23:15



ALERTA SANITÁRIO

Pasta desmente fake news e afirma que risco de pandemia é baixo. Brasil não registra casos e mantém vigilância permanente


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O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que não há nenhum caso confirmado do vírus Nipah no Brasil. O esclarecimento foi divulgado após a circulação de fake news sobre a doença, que pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite. Segundo a pasta, o país mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes altamente patogênicos e avalia que o risco de uma pandemia causada pelo vírus segue sendo baixo, posição alinhada à da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a OMS, o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado. Foram confirmados apenas dois casos, ambos em profissionais de saúde. As 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas, testadas e apresentaram resultado negativo. O último caso no país foi registrado em 13 de janeiro, indicando que o evento se aproxima do fim do período de monitoramento.

Em informe técnico recente, a OMS classificou o risco global como baixo e reforçou que não há registros de casos fora da região afetada. Na última sexta-feira (6), a organização confirmou um caso do vírus em Bangladesh, que resultou na morte da paciente. As autoridades de saúde locais identificaram 35 pessoas que tiveram contato com a vítima; todas foram testadas e permanecem sob acompanhamento, sem confirmação de novos casos até o momento.

O Ministério da Saúde também destacou que o vírus Nipah está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que afasta, neste momento, qualquer risco para a população brasileira.

O que é o vírus Nipah

O vírus Nipah é uma zoonose, ou seja, uma infecção transmitida de animais para humanos. Identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, tem como principal reservatório os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas. Esses animais podem portar o vírus sem apresentar sintomas e eliminá-lo por meio da saliva, urina e fezes.

Em humanos, a infecção pode evoluir de forma rápida e grave, afetando principalmente os sistemas nervoso e respiratório. Há registros de transmissão por meio do consumo de frutas contaminadas ou de seiva crua de árvores, além de casos envolvendo animais intermediários, como porcos. Investigações epidemiológicas também indicam a possibilidade de transmissão entre pessoas, especialmente em ambientes hospitalares, por contato próximo com secreções respiratórias.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos. Em quadros mais graves, pode haver comprometimento neurológico, como confusão mental, convulsões e encefalite, além de insuficiência respiratória. Devido à alta taxa de mortalidade, à ausência de vacina e à possibilidade de transmissão entre humanos, o vírus Nipah segue no radar das autoridades de saúde global.


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