quarta-feira, 4 - fevereiro 2026 - 17:20



BAIXO DESEMPENHO EM MT

Em VG, ministro critica qualidade de cursos de medicina em faculdades privadas


Allan Mesquita / Da Redação
Ministro da Educação COP30
Ministro da Educação COP30

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quarta-feira (4) que, enquanto as universidades federais e públicas estaduais apresentam bom desempenho, mais da metade das instituições privadas com fins lucrativos recebeu notas insatisfatórias no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o que gera preocupação sobre a qualidade da formação de profissionais da saúde no país.

Segundo Santana, não se trata de fechar universidades, mas de garantir que os alunos saiam preparados para atuar na área da saúde. “Não podemos aceitar que um profissional de saúde seja mal formado. Eles vão atender pacientes, cuidar da vida das pessoas. Muitas vezes universidades privadas cobram R$ 12 mil, R$ 15 mil, e não têm qualidade na oferta do curso”, destacou.

O ministro citou ainda penalidades já aplicadas: instituições com notas 1 e 2, como o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), de Cáceres, e a Universidade de Cuiabá (Unic), tiveram a criação de vagas suspensa e estarão proibidas de oferecer Fies a novos alunos até o próximo exame, previsto para outubro.

No mesmo evento, Santana anunciou a criação de 40 novas vagas para o curso de medicina na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), destacando que o objetivo é ampliar o atendimento à demanda da saúde e reforçar os cursos federais, considerados de qualidade pelo ministério. A UFR também passará por avaliação técnica para estudar a viabilidade de um hospital universitário na cidade.

“Enquanto houver cursos com qualidade insatisfatória, o governo federal vai fiscalizar e tomar medidas para garantir que o ensino seja sério e responsável”, concluiu o ministro.

Veja o vídeo:


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