- CUIABÁ
- SÁBADO, 18 , JULHO 2026
Motoristas que utilizam a BR-163, no trecho entre Mato Grosso e o Pará, passarão a pagar valores mais altos nas praças de pedágio administradas pela concessionária Via Brasil. O reajuste entra em vigor a partir da meia-noite do próximo domingo (20), conforme autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A atualização das tarifas foi publicada no Diário Oficial da União e será aplicada nas praças de pedágio localizadas no trecho entre Sinop (MT) e o distrito de Miritituba, em Itaituba (PA). A rodovia é considerada uma das principais rotas para o escoamento da produção agrícola brasileira.
Com os novos valores, veículos de passeio, como automóveis, caminhonetes e furgões, passarão a pagar R$ 10,80 nas praças de Cláudia e Guarantã do Norte. Para motocicletas, motonetas e triciclos, a tarifa será de R$ 5,40.
Os valores para veículos pesados variam conforme a quantidade de eixos. Caminhões leves, ônibus e caminhões-tratores de dois eixos terão tarifa de R$ 21,60. Já veículos com maior capacidade de carga poderão pagar até R$ 86,40, dependendo da categoria.
Na praça de Trairão, no Pará, voltada principalmente ao transporte de cargas pesadas, os valores variam entre R$ 313,60 e R$ 627,20, conforme o tipo de veículo e o número de eixos.
Confira as novas tarifas:
Segundo a Via Brasil, os pagamentos poderão ser feitos em dinheiro, cartão de débito, Pix, vale-pedágio ou por meio de sistemas de cobrança automática. Usuários que utilizam tags eletrônicas continuam tendo direito ao desconto de 5% sobre o valor da tarifa.
Concessionária passará por novo processo de licitação
Além do reajuste, a ANTT aprovou recentemente o edital para a transferência do controle acionário da Via Brasil BR-163. O processo prevê a venda de 100% das ações da concessionária, que atualmente administra cerca de 970 quilômetros da rodovia.
O leilão está previsto para ocorrer em 12 de novembro, na sede da B3, em São Paulo. A expectativa é que um novo controlador assuma a operação da estrada dentro do processo de repactuação contratual homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O contrato reformulado prevê investimentos estimados em R$ 10,6 bilhões ao longo do período de concessão.