segunda-feira, 12 - janeiro 2026 - 14:05

MT arrecada R$58 bilhões; VG atrás de Cuiabá e outros municípios


Valor representa um crescimento de 9,72% em relação a 2024
Valor representa um crescimento de 9,72% em relação a 2024

Já imaginou ganhar 58 vezes o valor pago na Mega da Virada de 2025? Esse é o montante que o Estado de Mato Grosso arrecadou em impostos municipais, estaduais e federais ao longo do último ano. Entre janeiro e dezembro, a arrecadação totalizou aproximadamente R$ 58,225 bilhões, representando um crescimento de 9,72% em relação a 2024.

O percentual supera a inflação acumulada de 4,26%, medida pelo IPCA em 2025, indicando um aumento real da arrecadação no estado. Para o presidente interino da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, o resultado evidencia que a economia mato-grossense permanece aquecida, mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso.

“Em 2025, enfrentamos um contexto desfavorável, especialmente para parte do setor produtivo, em razão das taxas de juros mais elevadas e do encarecimento do crédito, fatores que limitam a expansão dos negócios. Ainda assim, o setor produtivo conseguiu contribuir para o aumento da arrecadação”, destacou.

Arrecadação municipal

Entre os municípios, Cuiabá liderou a arrecadação de impostos municipais, com R$ 1,2 bilhão no acumulado do ano. Na sequência aparecem Rondonópolis (R$ 325 milhões), Sinop (R$ 244 milhões) e Várzea Grande (R$ 157 milhões). Também se destacaram Lucas do Rio Verde, com R$ 172 milhões; Sorriso, com R$ 121 milhões; além de Tangará da Serra e Primavera do Leste, ambas com cerca de R$ 92 milhões arrecadados.

De acordo com análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o desempenho dessas cidades reflete a concentração das atividades econômicas, sobretudo nos setores de serviços, comércio e agronegócio.

Pessoz pondera, no entanto, que parte do crescimento da arrecadação está associada a alterações na carga tributária, o que eleva o custo das atividades econômicas. “Esse movimento reforça o debate sobre a eficiência do gasto público e a percepção da sociedade quanto ao retorno dos serviços prestados”, afirmou. Segundo ele, “o aumento da arrecadação não deve ser interpretado, automaticamente, como elevação do bem-estar econômico”.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, a arrecadação em 2025 ficou próxima de R$ 4 trilhões, cerca de R$ 300 bilhões acima do registrado no ano anterior. Entre os principais tributos responsáveis por esse volume estão o Imposto de Renda, que somou R$ 678 bilhões; a Cofins, com R$ 398 bilhões; e as contribuições previdenciárias, que totalizaram R$ 746 bilhões.

O ICMS, imposto de competência estadual, alcançou R$ 804 bilhões no período. Já entre os tributos municipais, destacam-se o IPTU, com arrecadação de R$ 77 bilhões, e o ISS, que somou R$ 109 bilhões.

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