- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


Pré-candidata ao governo de Mato Grosso, a médica Natasha Slhessarenko afirmou que o “curriculum” é desvalorizado no meio político, o que, segundo ela, contribui para a eleição de gestores despreparados. Para Natasha, a falta de valorização do currículo abre espaço para que a política seja usada como instrumento de interesse pessoal, e não como ferramenta de transformação social.
Durante conversa com a imprensa, a médica relatou já ter ouvido que formação acadêmica não teria relevância na vida pública. “Eu já escutei que currículo serve para pedir emprego e não para fazer política. Sou professora, tenho mestrado, doutorado pela USP, sou empresária e construí duas empresas de sucesso. Quando ouço isso, penso que talvez seja por esse motivo que a política esteja na situação em que está”, declarou, durante a entrega de máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), realizada nesta terça-feira (16).
Natasha avaliou que esse modelo favorece a permanência de políticos que tratam o cargo público como profissão. Para ela, a política deveria ter outro papel. “Política não pode ser um meio de vida. Ela precisa ser um instrumento para facilitar mudanças reais na vida das pessoas”, afirmou.
A pré-candidata também criticou a postura de lideranças que só se aproximam da população em períodos eleitorais. De acordo com ela, esse comportamento revela falta de compromisso com o interesse coletivo. “Muitos entram na política para se servir das benesses do poder. Eu estou aqui como médica, professora, empresária e cidadã mato-grossense para fazer o caminho inverso, que é servir à população”, disse.
Ao finalizar, Natasha reforçou que sua pré-candidatura nasce da defesa de uma política baseada em preparo, responsabilidade e serviço público. “O movimento correto sempre deveria ser esse: servir. Não usar o poder para ser servido, mas para transformar a realidade das pessoas”, concluiu.