- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 18 , MARÇO 2026
A ausência de Neymar na última convocação da Seleção Brasileira, para os amistosos que antecedem a Copa do Mundo, segue repercutindo intensamente nos bastidores. O corte promovido pelo técnico Carlo Ancelotti desencadeou uma série de manifestações de apoio ao craque, vindas de seu círculo íntimo e de familiares, elevando o tom do debate sobre sua presença no Mundial de junho.
“Me subestime”: O recado de Neymar Pai
O pai e empresário do jogador utilizou as redes sociais para enviar uma mensagem enigmática, mas interpretada como um contra-ataque às críticas. Em uma publicação no Instagram, ele compartilhou imagens do atacante com frases como “Me subestime, vai ser divertido” e “Enquanto eles falam, eu faço”. A postagem reforçou a narrativa de superação que o staff do atleta tenta consolidar antes do torneio.
No mesmo dia, o ator e empresário Rafael Zulu, amigo próximo do jogador, viralizou ao publicar uma “carta aberta” direcionada a Ancelotti. Utilizando uma metáfora sobre a centralidade de Neymar no futebol, Zulu disparou:
“A Disney sem o Mickey não existe, hein!? Se orienta.”
Desabafo em documentário: “Não sou o Neymar de 10 anos atrás”
Antes das manifestações de terceiros, o próprio camisa 10 do Santos publicou um vídeo em seu canal no YouTube intitulado “Como a minha vida realmente é”. No registro — gravado no último sábado (14), véspera do clássico contra o Corinthians —, o jogador abriu o jogo sobre seu atual momento físico e técnico.
Neymar admitiu que as limitações físicas o obrigaram a uma evolução tática:
Adaptação: O atleta afirmou que aprimorou seu estilo de jogo para o que considera “necessário” hoje.
Autoafirmação: “Eu não vou ser o Neymar de 10 anos atrás. Não preciso provar nada para ninguém. O mundo sabe [do meu futebol]”, declarou o craque.
O documentário capturou a ansiedade do jogador antes do anúncio da lista de Ancelotti, evidenciando o contraste entre a expectativa do atleta e a decisão final do treinador italiano. Com a Data Fifa de março se aproximando, a lacuna deixada pelo principal nome da geração brasileira continua sendo o ponto central das discussões na crônica esportiva.