quarta-feira, 28 - janeiro 2026 - 15:54



COMPRA DE VOTOS

Desembargador faz 2º pedido de vista e adia julgamento que pode cassar prefeito de Brasnorte


Allan Mesquita
Edelo Ferrari
Edelo Ferrari

Um novo pedido de vista adiou mais uma vez o julgamento que pode resultar na cassação do prefeito reeleito de Brasnorte (589 km de Cuiabá), Edelo Ferrari (União), e da vice-prefeita Roseli Borges de Araújo Gonçalves (União), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A análise do caso, que deveria ser concluída nesta quarta-feira (28), foi suspensa após o 1º vogal, desembargador Pérsio Landim, pedir mais tempo para avaliar o processo.

Com isso, o julgamento foi interrompido e o caso voltou à pauta do tribunal, com previsão de retomada na sessão desta quinta-feira (29). Até lá, não houve votação final nem decisão sobre o futuro político do prefeito e da vice, que seguem no cargo.

Esse não foi o primeiro adiamento. O julgamento já havia sido suspenso anteriormente, em 19 de dezembro de 2025, também após um pedido de vista feito pelo mesmo magistrado. Desde então, o processo entrou na fase final, mas ainda não foi concluído.

Na sessão mais recente, a relatora do caso, juíza Juliana Maria da Paixão Araújo, analisou as alegações das defesas e rejeitou o pedido que questionava a condução do processo. Em seguida, ela apresentou seu voto, mantendo a decisão da primeira instância, que determinou a cassação dos mandatos, a anulação dos votos e a realização de novas eleições no município.

Até o momento, a desembargadora Serly Marcondes Alves acompanhou o voto da relatora. No entanto, antes que os demais integrantes do tribunal pudessem se manifestar, o novo pedido de vista suspendeu novamente o julgamento. Agora, os outros magistrados aguardam a apresentação desse voto para dar sequência à análise.

O processo investiga supostas irregularidades cometidas durante a campanha das eleições municipais de 2024. Além do prefeito e da vice, também são citados na ação o vereador Gilmar Celso Gonçalves (União), Rogério Gonçalves, João Gomes da Silva Junior, Alexandre Augusto Gonçalves e Junior Augusto Gonçalves.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, há indícios de compra de votos e uso irregular de recursos de campanha, como transporte ilegal de eleitores, mudança de domicílio eleitoral e entrega de dinheiro, combustível, alimentos e outros benefícios em troca de apoio político. Parte das denúncias envolve eleitores indígenas da etnia Enawenê-Nawê.

Em primeira instância, a Justiça Eleitoral já havia determinado a cassação dos mandatos e a realização de novas eleições em Brasnorte. Os investigados recorreram da decisão, levando o caso para análise do TRE-MT.


Entre no nosso canal do Whatsapp e receba noticias em tempo real. Clique Aqui
+